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Médio Oriente

Forças armadas britânicas relatam ataque a navio no estreito de Ormuz

03 mai, 2026 - 17:38 • Lusa

Toda a tripulação do navio, não identificado, ficou em segurança após o ataque ao largo de Sirik, no Irão

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Um navio de carga relatou ter sido atacado por várias pequenas embarcações perto do estreito de Ormuz, informou este dominhgo o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido, das Forças Armadas Britânicas.

Segundo as autoridades britânicas, toda a tripulação do navio, não identificado, ficou em segurança após o ataque ao largo de Sirik, no Irão, mas o relatório recomenda que os navios atravessem a zona com cautela.

O ataque não foi reivindicado e o cessar-fogo de três semanas parece manter-se, embora o Presidente norte-americano, Donald Trump, tenha afirmado no sábado que novos ataques continuam a ser uma possibilidade.

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O Irão apresentou uma nova proposta aos Estados Unidos da América (EUA) para pôr fim à guerra, que prevê que as questões entre os dois países sejam resolvidas no prazo de 30 dias.

Trump diz estar a avaliar a proposta iraniana, mas expressou dúvidas de que resulte em acordo, acrescentando nas redes sociais que os iranianos "ainda não pagaram um preço suficientemente elevado pelo que fizeram à Humanidade e ao mundo nos últimos 47 anos".

A proposta iraniana de 14 pontos, uma resposta a um plano norte-americano de nove pontos, também pede o levantamento das sanções ao Irão, o fim do bloqueio naval dos portos iranianos pelos Estados Unidos da América (EUA), a retirada das forças norte-americanas da região e o fim de todas as hostilidades, incluindo as operações de Israel no Líbano.

Segundo as agências de notícias iranianas, o documento, enviado através do Paquistão, não refere o programa nuclear iraniano nem o urânio enriquecido, há muito o principal ponto de tensão com os Estados Unidos e uma questão que Teerão prefere abordar mais tarde.

Os EUA apresentaram um plano para reabrir o estreito de Ormuz, na entrada do Golfo Pérsico, por onde passa cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo e gás natural, além de fertilizantes essenciais para a agricultura global.

O controlo iraniano do estreito, imposto após o início da guerra a 28 de fevereiro pelos EUA e Israel, abalou os mercados globais.

O vice-presidente do parlamento iraniano afirmou este domingo que Teerão "não recuará na sua posição sobre o estreito de Ormuz e não voltará às condições anteriores à guerra".

Ali Nikzad reiterou que qualquer navio não associado aos EUA ou a Israel pode passar mediante o pagamento de uma taxa. Teerão, na prática, fechou o estreito ao atacar e ameaçar embarcações.

Já os Estados Unidos alertaram empresas de transporte marítimo de que podem ser alvo de sanções se pagarem ao Irão para a passagem segura, enquanto o bloqueio naval norte-americano, desde 13 de abril, continua a privar Teerão de receitas petrolíferas essenciais para sustentar a sua economia fragilizada.

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