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Médio Oriente

"Qualquer interferência americana" no estreito de Ormuz será considerada violação do cessar-fogo, diz Irão

03 mai, 2026 - 23:44 • Catarina Magalhães

Trump, anunciou este domingo que a marinha norte-americana vai escoltar os navios presos de países terceiros no estreito de Ormuz. "O Estreito de Ormuz não é gerido por publicações delirantes de Trump", reagiu o Irão.

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Depois de Trump anunciar que a marinha norte-americana vai escoltar navios presos no estreito de Ormuz, o Irão insistiu este domingo que "qualquer interferência americana será considerada uma violação do cessar-fogo".

O Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, anunciou este domingo que a marinha norte-americana vai escoltar os navios presos de países terceiros no estreito de Ormuz, libertando-os.

No recado, Trump insiste que este "gesto humanitário" aplica-se apenas aos navios de "regiões do mundo que não estão de forma alguma envolvidos com o que se está a passar no Médio Oriente", especificamente, com a guerra entre os EUA e Israel contra o Irão.

Na madrugada desta segunda-feira, a administração Trump esclareceu que esta iniciativa "não incluirá necessariamente" navios da marinha norte-americana no decorrer da escolta, avançou o jornal online "Axios". Um dos responsáveis adiantou que estas embarcações poderão estar nas imediações para impedir eventuais ataques iranianos.

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Um porta-voz da comissão de segurança nacional do parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, afirmou que o Estreito de Ormuz e o Golfo Pérsico não serão geridos pelas "publicações delirantes de Trump" nas redes sociais.

Nos planos da administração Trump, a marinha dos EUA vai colocar em prática o "Projeto Liberdade" a partir na manhã desta segunda-feira, no fuso horário do Médio Oriente.

Este domingo ficou ainda marcado pela confirmação do Irão de que os Estados Unidos responderam à nova proposta de 14 pontos, mediado pelo Paquistão, para resolver o conflito que se prolonga já há dois meses.

De acordo com os meios de comunicação social estatais, que citam o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, a proposta visa o fim da guerra e não inclui negociações relativas ao nuclear.

Em reação, Trump confirmou poucas horas depois que os EUAestão a ter "discussões muito positivas" com o Irão, que "podem levar a algo muito positivo para todos".

O bloqueio marítimo do canal de Ormuz tem interrompido o fornecimento do equivalente a 20% do petróleo e gás natural mundial, ao mesmo tempo que a Marinha dos Estados Unidos estão a bloquear o crude nos portos iranianos.

[Notícia atualizada às 02h15 de 4 de maio para acrescentar nova informação da admnistração Trump que esclarece que a nova iniciativa não incluirá "necessariamente" navios dos EUA na escolta]

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  • Ganhar batalhas
    04 mai, 2026 e Perder a Guerra 08:37
    Eis o que dá, por o "Willie Coyote" a fazer planos para Geopolítica. O pato americano deu um pontapé num ninho de vespas, pensando que era uma Venezuela II, e lixou-se à grande. Agora é o Irão que impõe condições e fala grosso. Os EUA estão a ganhar batalhas e a perder a guerra. E o pior, é que as consequências não são só para eles, que até têm petróleo, são para a Europa que por ter dado ouvidos a radicais ecologistas, está quase completamente impreparada para substituir petróleo e gás natural, como combustíveis.

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