Guerra na Ucrânia
Reino Unido negoceia com União Europeia participar no empréstimo à Ucrânia
03 mai, 2026 - 23:17 • Lusa
"Quando o Reino Unido e a União Europeia trabalham em conjunto, todos beneficiam", dirá Starmer esta segunda-feira aos líderes reunidos na capital arménia, de acordo com excertos antecipados do seu discurso.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, vai anunciar esta segunda-feira, na Cimeira da Comunidade Política Europeia (CPE), em Erevan, capital da Arménia, negociações com a União Europeia para aderir à iniciativa de empréstimo à Ucrânia, de mais de 90 mil milhões de euros.
O plano procura reforçar as capacidades militares de Kiev numa altura em que, segundo o Reino Unido, as forças ucranianas conseguiram recuperar território da Rússia e "as perdas no campo de batalha excedem agora a capacidade da Rússia para mobilizar reforços".
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O Governo britânico sublinha que uma eventual participação no programa europeu não só aumentaria o apoio financeiro à Ucrânia, como também abriria oportunidades para a indústria de defesa britânica em futuros contratos relacionados com o fornecimento de equipamento militar.
Europa
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"Quando o Reino Unido e a União Europeia trabalham em conjunto, todos beneficiam", dirá Starmer aos líderes reunidos na capital arménia, de acordo com excertos antecipados do seu discurso. "Precisamos de avançar mais rapidamente na área da defesa para manter a segurança da nossa população", acrescenta.
A visita do primeiro-ministro à Arménia, a segunda de um chefe de Governo britânico ao país, acontece em plena aproximação entre Londres e Bruxelas em matéria de segurança e defesa, que ambos os lados planeiam aprofundar numa cimeira bilateral agendada para as próximas semanas.
O anúncio coincide também com uma nova ronda de sanções britânicas contra entidades russas, prevista para os próximos dias, com o objetivo de enfraquecer as cadeias de abastecimento militar de Moscovo.
Além da Ucrânia, Keir Starmer abordará também a situação no Médio Oriente, alertando que a instabilidade externa "alimenta a incerteza interna" nos países europeus e defendendo medidas coordenadas para evitar uma escalada regional.
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