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Donald Trump admite mais duas ou três semanas de guerra no Irão

05 mai, 2026 - 19:26 • Lusa

Conflito entre Estados Unidos e Irão poderá prolongar-se por várias semanas. Donald Trump afasta pressão do tempo e garante vitória norte-americana.

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O Presidente norte-americano admitiu que a guerra com o Irão poderá prolongar-se por mais duas ou três semanas e descartou que o tempo seja um “fator crucial” para os interesses de Washington.

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"De uma forma ou de outra, ganhamos", afirmou Donald Trump durante uma entrevista à ABC News, divulgada esta terça-feira, citada pela agência de notícias espanhola "Europa Press".

Trump disse que ou os Estados Unidos fecham um acordo com o Irão ou ganham a guerra “com muita facilidade”. "Do ponto de vista militar, já ganhámos", reafirmou.

"Já me ouviram dizer isto um milhão de vezes", reconheceu o Presidente dos Estados Unidos, que ordenou os ataques ao Irão em 28 de fevereiro, numa operação conjunta com Israel.

Trump evitou pronunciar-se sobre se os ataques do Irão contra os Emirados Árabes Unidos, na segunda-feira, representaram uma violação das tréguas em vigor desde 8 de abril.

"Veremos o que acontece", afirmou, depois de ter minimizado, na segunda-feira, os ataques contra um campo petrolífero no leste do país do golfo Pérsico, ao dizer que “não houve danos importantes”.

Trump também desvalorizou a possível duração da guerra, argumentando que existe uma grande aceitação por parte do público norte-americano em relação ao conflito, ao contrário do que indicam as sondagens. "O tempo não é um fator crucial para nós", assegurou.

Trump disse que os Estados Unidos controlam o estreito de Ormuz desde o lançamento, na segunda-feira, de uma operação militar para facilitar a passagem dos navios retidos no golfo Pérsico, embora o Irão afirme o contrário.

Relativamente às reservas de urânio do Irão, principal argumento esgrimido pelos Estados Unidos e por Israel para lançar a nova ofensiva, Trump minimizou a respetiva importância e alcance devido aos bombardeamentos lançados em junho.

"Provavelmente, [as reservas de urânio] não podem ser usadas", afirmou.

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