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Diplomacia

Montenegro: "Aquilo que o Irão está a fazer é absolutamente inaceitável"

05 mai, 2026 - 18:28 • Ricardo Vieira

Durante uma visita a Berlim, o primeiro-ministro português disse que Portugal está do lado do "movimento com o objetivo da paz" no Médio Oriente e de regularização das trocas comerciais no Estreito de Ormuz.

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O primeiro-ministro, Luís Montenegro, critica a atuação "absolutamente inaceitável" do Irão no bloqueio do Estreito de Ormuz, que está a provocar uma subida do preço do petróleo e de outras matérias-primas.

Luís Montenegro defendeu, numa declaração aos jornalistas em Berlim, ao lado do chanceler alemão, Friedrich Merz, que "a via diplomática e negocial tem de ser absolutamente respeitada e incrementada".

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"Os conflitos não se resolvem na base do avolumar da divisão, resolvem-se quando há capacidade de diálogo entre as partes envolvidas. Resolvem-se se tivermos a possibilidade de convencer aqueles que estão errados do erro que estão a cometer e realinharem as suas posições", sublinhou o chefe do Governo português.

O primeiro-ministro critica a posição do Irão relativamente ao programa nuclear e ao Estreito de Ormuz.

"Aquilo que o Irão está a fazer é inaceitável do ponto de vista da obtenção de potencial nuclear em termos militares e é absolutamente inaceitável nas consequências para o comércio internacional relativamente às dificuldades de navegabilidade, sobretudo no Estreito de Ormuz, e dos ataques que não obedecem a critério que se compreenda com os países da região.”

Em linha com a posição da Alemanha, Luís Montenegro diz que Portugal tenciona participar num "movimento com o objetivo da paz" no Médio Oriente e de regularização das trocas comerciais, "e não alimentar polémicas que não resolvem conflito nenhum".

Montenegro também fez suas as palavras do chanceler alemão sobre a Ucrânia.

"Partilhamos o apoio político, financeiro e militar à Ucrânia. É prioritário para o futuro da Europa, para a salvaguarda dos direitos dos cidadãos europeus, para a salvaguarda do desenvolvimento económico da Europa”, salientou.

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