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Espanha garante que passageiros do navio com hantavírus estão assintomáticos

06 mai, 2026 - 15:01 • Olímpia Mairos

Três casos suspeitos foram transportados para os Países Baixos, enquanto Madrid garante que não existe risco para as Ilhas Canárias.

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O Governo espanhol garantiu esta quarta-feira que todos os passageiros que permanecem a bordo do navio MV Hondius estão sem sintomas, depois de três casos suspeitos de hantavírus terem sido retirados da embarcação e encaminhados para os Países Baixos.

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Numa conferência de imprensa conjunta, a ministra da Saúde de Espanha, Mónica García, confirmou que o cidadão britânico de 56 anos retirado do navio era o médico de bordo.

“Encontra-se agora numa condição mais estável”, afirmou a ministra, acrescentando que o médico esteve anteriormente em “estado crítico”.

Passageiros serão retirados em Tenerife

Segundo Mónica García, o MV Hondius segue agora rumo ao porto de Granadilla, em Tenerife, onde deverá atracar “dentro de três dias”, altura em que todos os passageiros serão desembarcados antes de serem repatriados.

“Todos os que permanecem no navio não apresentam sintomas”, assegurou a ministra.

A governante espanhola insistiu ainda que “não há risco” para as Ilhas Canárias, sublinhando que a operação foi desenhada para “evitar contacto” entre os passageiros e os residentes locais.

Os 14 cidadãos espanhóis serão posteriormente colocados em quarentena no Hospital Militar Gómez Ulla, em Madrid, onde “serão seguidos todos os protocolos necessários”. Já os passageiros estrangeiros serão repatriados, desde que permaneçam sem sintomas, ficando sujeitos às regras sanitárias dos respetivos países.

“Será implementado um mecanismo conjunto de avaliação sanitária para repatriar todos os passageiros. A menos que estejam incapacitados por razões médicas, todos os passageiros estrangeiros serão repatriados”, afirmou a ministra Mónica García durante uma conferência de imprensa.

A operação será coordenada pelo Mecanismo Europeu de Proteção Civil, com o apoio da Organização Mundial da Saúde e do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças.

Espanha diz que ajuda ao navio é obrigação “ética e legal”

Também presente na conferência de imprensa, o ministro espanhol do Interior, Fernando Grande-Marlaska, defendeu a decisão de permitir a chegada do navio às Canárias.

“Há mais de 140 pessoas a bordo que precisam de ajuda”, afirmou.

Grande-Marlaska explicou que a Organização Mundial da Saúde recomendou a utilização de um porto espanhol para a operação e considerou que, além da dimensão humanitária, existem deveres legais do Estado espanhol.

“Não podemos esquecer que a nossa própria Constituição estabelece que as autoridades devem ajudar todos os nossos cidadãos”, declarou.

Hantavírus é raro e transmitido por roedores

Questionada sobre os riscos da doença, a ministra Mónica García explicou que o hantavírus é transmitido por roedores e classificou a infeção como “bastante excecional”.

“Há muito poucos casos no mundo”, afirmou.

A ministra acrescentou ainda que a transmissão entre humanos “não é comum”, embora possa ocorrer em situações de contacto muito próximo.

As autoridades espanholas garantem estar em coordenação com entidades europeias, autoridades locais das Canárias e a Organização Mundial da Saúde para acompanhar a situação.

A Organização Mundial da Saúde confirmou a existência de um oitavo caso no surto que ocorreu a bordo do MV Hondius e afirmou que a estirpe dos Andes, transmissível entre humanos, é a causadora das infeções. O último caso confirmado é o de um cidadão suíço que desembarcou juntamente com a sua esposa antes de se saber da existência do surto e que está a ser tratado em Zurique.

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