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Surto de hantavírus

"Não há risco de uma pandemia". Virologista diz ser improvável transmissão humana de hantavírus

06 mai, 2026 - 09:31 • André Rodrigues

Pedro Simas não descarta possibilidade remota de transmissão humana “em condições muito especiais". Mas diz que "não é expectável que o vírus, de repente, mude ao ponto de passar a ser transmissível entre os humanos e causar um problema" de dimensão semelhante à da pandemia da Covid-19.

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"Não há risco de uma pandemia". Virologista Pedro Simas diz ser improvável transmissão de hantavírus entre humanos
Ouça as declarações do virologista Pedro Simas. Foto: Elton Monteiro/EPA

Será pouco provável um cenário de pandemia na sequência do surto de hantavírus detetado no navio cruzeiro atracado ao largo de Cabo Verde, admite na Renascença o virologista Pedro Simas.

Não há risco de uma pandemia”, refere o especialista, depois de o ministro da Saúde sul-africano ter avançado, na manhã desta quarta-feira, que há dois casos confirmados da estirpe dos Andes no país e que a mesma é transmissível entre humanos.

Pedro Simas diz não existir “nenhuma infeção humana de hantavírus que seja transmitida entre humanos” que, “geralmente, um humano, quando é infetado, não contagia outro humano, é uma característica clássica e determinante das infeções por hantavírus”.

No entanto, o investigador não descarta uma remota possibilidade de transmissão humana “em condições muito especiais, mas não é normal que isto aconteça”.

Daí que não veja nestes novos dados qualquer razão para pôr em causa a mensagem da Organização Mundial da Saúde e do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças que afasta um cenário de risco global.

“Geralmente, este vírus reside em pequenos roedores e são eles que o transmitem diretamente ao humano”, através de alimentos contaminados.

Pedro Simas admite que este caso particular do cruzeiro ao largo de Cabo Verde “será semelhante a um surto de intoxicação alimentar e não aquela situação clássica, como foi na Covid, em que um vírus infeta um humano e depois gera um surto infecioso em que há transmissão de humano a humano”.

E afirma perentoriamente: “Não é expectável que o vírus, de repente, mude ao ponto de passar a ser transmissível entre os humanos e causar um problema”.

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