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Surto de hantavírus

Comissária da KLM (que não viajou no navio) internada com suspeita de hantavírus

07 mai, 2026 - 09:33 • Ana Kotowicz com Reuters

Neerlandesa é comissária de bordo da KLM e terá estado em contacto com mulher que morreu em Joanesburgo.

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Uma mulher neerlandesa foi internada num hospital de Amesterdão com sintomas de infeção por hantavírus, informou esta quinta-feira o Ministério da Saúde dos Países Baixos. Terá tido contacto com um dos passageiros do navio afetado por um surto mortal deste vírus.

A emissora RTL avançou que a mulher é comissária de bordo da companhia aérea KLM e que teve contacto com uma mulher, de 69 anos, que morreu vítima de infeção por hantavírus em Joanesburgo, depois de ter viajado num avião daquela companhia aérea dos Países Baixos.

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A mulher, que contactou com a comissária, era uma das passageiras do navio de cruzeiro afetado por um surto mortal de hantavírus. Depois de ter abandonado o cruzeiro, a 24 de abril, e já com sintomas, embarcou num avião que a levou até à África do Sul — onde se cruzou com a comissária —, tendo chegado à capital do país no dia seguinte.

O cadáver do seu marido, de 70 anos, — que morreu a bordo do cruzeiro, a 11 de abril, numa altura em que ainda não se sabia que estava infetado com hantavírus — seguiu no mesmo voo. No dia seguinte, 26 de abril, a mulher morreu. Foi a primeira a ser diagnosticada, durante a autópsia, a 2 de maio, seguindo-se o diagnóstico do seu marido.

Esta quinta-feira soube-se também que cerca de 40 passageiros do navio de cruzeiro desembarcaram na ilha de Santa Helena, já depois da morte do primeiro passageiro — o neerlandês de 70 anos e que ainda não estava diagnosticado com hantavírus.

A notícia foi avançada pelas autoridades dos Países Baixos.

Os 40 passageiros, onde estava também a neerlandesa de 69 anos, saíram do navio, com bandeira dos Países Baixos, durante a escala em Santa Helena, território ultramarino britânico no Atlântico, antes da chegada a Cabo Verde, também segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Haia.

A empresa que opera o cruzeiro não tinha ainda informado da saída de outros passageiros. Apenas se sabia que a neerlandesa tinha abandonado o barco, para acompanhar o corpo do marido para a capital da África do Sul. O cadáver do homem esteve congelado na embarcação desde 11 de abril a 24 de abril.

Na quarta-feira soube-se que um homem que tinha desembarcado do cruzeiro em Santa Helena, e viajado para casa, estava internado com hantavírus na Suíça.

As autoridades holandesas desconhecem o paradeiro dos restantes passageiros do navio que desembarcaram nessa altura.
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