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Dia da Europa

40 anos depois da adesão. Lídia Pereira exige uma Europa “mais afirmativa” e critica Costa

09 mai, 2026 - 09:30 • Teresa Almeida

No Dia da Europa, a eurodeputada do PSD considera que o presidente do Conselho Europeu tem tido uma atuação “pouco europeizada” e sem capacidade de marcar a agenda política da União.

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A independência energética, o alargamento da União Europeia e uma liderança política mais forte em Bruxelas são, para Lídia Pereira, os grandes desafios da Europa numa altura em que Portugal assinala 40 anos da adesão à então Comunidade Económica Europeia.

Sete anos depois de chegar ao Parlamento Europeu, Lídia Pereira deixa críticas diretas ao trabalho de António Costa à frente do Conselho Europeu. A eurodeputada social-democrata esperava uma liderança mais forte e mais interventiva do antigo primeiro-ministro português “eu não faço uma avaliação muito positiva”, afirma, considerando que “falta uma capacidade política” ao atual presidente do Conselho Europeu.

Para Lídia Pereira, António Costa tem assumido um papel demasiado discreto num momento em que a Europa enfrenta desafios estratégicos ligados à defesa, energia e competitividade “gostava de ver aqui um verdadeiro presidente do Conselho Europeu, que não fosse tanto quase um papel de secretariado por parte de António Costa.”

A eurodeputada recorda os mandatos de Herman Van Rompuy e Donald Tusk como exemplos de lideranças que conseguiram marcar a agenda europeia em tempos de crise.

Um dos principais desafios apontados por Lídia Pereira é a independência energética da União Europeia, defendendo uma resposta mais rápida e coordenada perante as vulnerabilidades provocadas pelo contexto geopolítico “conseguirmos avançar numa União para a energia é essencial e é um dos temas estruturantes para o futuro da Europa.”

A social-democrata destaca ainda a importância da liderança feminina nas instituições europeias, apontando o trabalho de Ursula von der Leyen durante a pandemia como exemplo de eficácia política. Lídia Pereira admite que “economias com maiores graus de diversidade e inclusão promovem também maior crescimento económico"

Sobre o futuro da União Europeia, Lídia Pereira defende que o alargamento a novos países é inevitável e estratégico “é essencial o alargamento da União Europeia”, sublinha, defendendo a entrada rápida de países candidatos como a Macedónia do Norte.

Portugal celebra este ano quatro décadas desde a assinatura do tratado de adesão à então CEE, formalizada em 1986 juntamente com Espanha.

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