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Médio Oriente

Ativistas da flotilha detidos em Israel vão ser libertados este sábado

09 mai, 2026 - 13:07 • Lusa

Israel decidiu extraditá-los para o seu território para serem julgados. Os demais ativistas foram levados para a Grécia e libertados.

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Os dois ativistas da Flotilha Global Sumud ainda detidos, o hispano-palestiniano Saif Abukeshek e o brasileiro Thiago Ávila, vão ser libertados e entregues este sábado às autoridades de imigração israelitas, informou o serviço de inteligência interna à organização Adalah.

"A agência de informações interna israelita Shabak informou a equipa jurídica da Adalah de que os ativistas e líderes da frota Global Sumud (GSF), Thiago Avila e Saif Abukeshek, seriam libertados hoje", indicou a ONG..

Os ativistas "serão entregues ainda hoje às autoridades de imigração israelitas e mantidos em detenção enquanto aguardam a sua expulsão", acrescentou.

Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, José Manuel Albares, já se pronunciou sobre a libertação dos dois homens, anunciando que as autoridades israelitas comunicaram ao Consulado de Espanha em Telavive que o ativista hispano-palestiniano Saif Abukeshek seria libertado "nas próximas horas".

Albares explicou numa mensagem de áudio enviada à agência de notícias espanhola EFE pelo Ministério que, após a sua libertação, Saif Abukeshek será deportado de Israel através da passagem de Taba, no Egito.

O ministro dos Negócios Estrangeiros assegurou que o ministério está a trabalhar intensamente para que, no momento em que sair do território israelita, o ativista hispano-palestiniano regresse a Espanha com a sua família "o mais rapidamente possível".

"É um momento de grande felicidade e não vamos poupar esforços para o seu rápido regresso a Espanha", salientou.

Saif Abukeshek foi detido no passado dia 30 de abril em águas gregas por Israel, quando viajava a bordo da Flotilha Global Sumud com destino a Gaza, e foi transferido, juntamente com o ativista brasileiro Thiago Ávila, para o centro de detenção de Shikma, na cidade israelita de Ashkelon, acusados de crimes de terrorismo pelas autoridades israelitas.

Foram detidos juntamente com outros cerca de 170 ativistas, quando o Exército israelita intercetou cerca de metade dos navios pertencentes à Flotilha Global Sumud, a cerca de 100 quilómetros a oeste da ilha grega de Creta, em águas internacionais.

No entanto, no caso destes dois, Israel decidiu extraditá-los para o seu território para serem julgados. Os demais ativistas foram levados para a Grécia e libertados.

A organização de direitos humanos israelita Adalah, que representa os dois detidos, denunciou os "maus-tratos" e "abusos psicológicos" infligidos a Saif Abukeshek e Thiago Ávila na prisão, citando interrogatórios de oito horas, iluminação intensa nas celas 24 horas por dia, isolamento total e movimentos sistematicamente vendados, mesmo durante exames médicos.

A Flotilha Global Sumud para Gaza era inicialmente composta por cerca de cinquenta barcos e, segundo os seus organizadores, visava quebrar o bloqueio israelita ao território palestiniano devastado pela guerra e levar ajuda humanitária, que permanece severamente restringida.

Entre os cerca de 170 ativistas que integravam a flotilha estavam três portugueses.

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