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Dia da Europa

"Os melhores anos da história de Portugal”. Socialista Bruno Gonçalves defende legado europeu

09 mai, 2026 - 09:30 • Teresa Almeida

No Dia da Europa e quando passam 40 anos da adesão portuguesa à então CEE, o eurodeputado socialista diz que nunca o país evoluiu tanto nem distribuiu tanta riqueza. Bruno Gonçalves aponta ainda os novos desafios da União Europeia e elogia o papel de António Costa na atual crise internacional.

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Quatro décadas depois da entrada de Portugal na então Comunidade Económica Europeia, Bruno Gonçalves não tem dúvidas “foram os melhores anos desde que Portugal foi fundado enquanto país”.

O jovem eurodeputado socialista, atualmente no primeiro mandato no Parlamento Europeu, considera que os últimos 40 anos representaram a maior transformação económica e social da história portuguesa“acho que não é audacioso dizer que foram os melhores anos desde que Portugal foi fundado enquanto país”, afirma Bruno Gonçalves, acrescentando que “estes foram os anos em que Portugal mais evoluiu e os portugueses mais acompanharam essa evolução”.

Para o socialista, a adesão europeia permitiu algo inédito no país: “Foi a primeira vez que a riqueza criada foi partilhada”.

Num momento em que a União Europeia enfrenta desafios internos e externos, Bruno Gonçalves destaca como principal força do projeto europeu a capacidade de unir diferentes culturas, geografias e ideologias, “o Parlamento Europeu e as instituições europeias são um exemplo para o mundo”, afirma. “Conseguimos, a partir de sensibilidades muito diferentes, consolidar legislação útil e benéfica para os cidadãos dos 27 Estados-membros”.

Entre os maiores desafios do futuro, o eurodeputado aponta a instabilidade geopolítica global e a necessidade de uma Europa mais autónoma ao nível da segurança e da energia, “precisamos de uma Europa mais ágil”, defende.

“Os mecanismos europeus foram desenhados para um mundo estável e hoje vivemos uma realidade completamente diferente", acrescenta.

Bruno Gonçalves considera essencial garantir autonomia estratégica sem cair no isolamento político “eu não quero uma Europa orgulhosamente só, mas precisamos de uma Europa autónoma do ponto de vista da defesa e da energia”, sublinha.

O socialista alerta ainda para as fragilidades do mercado interno europeu, considerando que a falta de um verdadeiro mercado único continua a limitar o crescimento económico da União, “a falta de um mercado único consolidado é hoje um entrave à capacidade das nossas empresas escalarem e competirem globalmente”, afirma.

Sobre o futuro da União Europeia, Bruno Gonçalves defende também o alargamento a novos países, “a União Europeia será mais forte quanto mais membros, mais países e mais pessoas se identificarem com a sua missão e objetivos".

Ao contrário das críticas deixadas por setores da direita europeia, o eurodeputado socialista elogia o trabalho de António Costa à frente do Conselho Europeu dizendo que “António Costa tem sido um líder determinado e muito claro”, afirma.

“A sua voz foi agregadora e inspiradora dos princípios fundacionais da União Europeia", avalia.

Portugal assinala este ano os 40 anos da assinatura do tratado de adesão à então CEE, formalizada em 1986, juntamente com Espanha.

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