Hantavírus. Aviões começam a repatriar passageiros a partir das Canárias
10 mai, 2026 - 08:06 • João Malheiro com Lusa
Estão também já no aeroporto, prontos para sair num avião enviado por França, os cinco nacionais deste país que estavam no cruzeiro.
Leia também:
- Hantavírus: o que é, como se transmite e porque preocupa o surto num cruzeiro?
- Cronologia hantavírus: O que aconteceu no cruzeiro desde que saiu da Patagónia?
- Porque é que os surtos se espalham tão depressa nos cruzeiros?
[Atualizado às 13h20]
O primeiro avião com pessoas do navio do surto de hantavírus saiu já das Canárias para Madrid e ao longo da tarde sairão vários voos de repatriamento, disse o Governo de Espanha.
Os primeiros 14 são espanhóis. Este grupo está já a caminho de um hospital militar em Madrid, num avião que saiu do aeroporto Tenerife Sul poucos minutos antes das 12h00 (hora local e em Lisboa), confirmou a ministra da Saúde de Espanha, Mónica García, em declarações a jornalistas no porto de Granadilla.
Estão também já no aeroporto, prontos para sair num avião enviado por França, os cinco nacionais deste país que estavam no cruzeiro, disse a ministra.
O próximo grupo que vai ser desembarcado são quatro canadianos e ainda hoje, ao longo da tarde, serão retirados do barco e repatriados os nacionais do Reino Unido (22 pessoas), da Turquia (3), da Irlanda (1), dos Estados Unidos (17) e um grupo de 26 passageiros e tripulantes oriundos de diversos países que vão ser transportados pelos Países Baixos.
A operação de desembarque está a decorrer "com toda a normalidade e com todas as medidas de segurança", disse Mónica García, que confirmou que todas as 147 pessoas que estavam no barco à chegada às Canárias hoje de manhã estão sem sintomas de doença.
A operação deverá prolongar-se até segunda-feira, o que suscitou a rejeição do Governo das Canárias, cujo presidente, Fernando Clavijo, afirmou que o acordo previa que a operação durasse 12 horas e terminasse no final da tarde deste domingo.
Hantavírus
"O hantavírus não é a Covid-19. Não o dizemos de ânimo leve", garante diretor-geral da OMS
Tedros Adhanom Ghebreyesus está em Tenerife, onde (...)
Perante a recusa do Governo das Canárias e da Autoridade Portuária de Tenerife em permitir que o navio ancorasse no porto de Granadilla, foi a Direção-Geral da Marinha Mercante que emitiu uma resolução para ordenar a sua entrada na doca do porto.
O navio, no qual se registou um surto de hantavírus, entrou pelas 06h00 (hora local e em Lisboa) no porto de Granadilla de Abona, onde permanecerá ancorado até que os passageiros sejam desembarcados.
A entrada do navio foi precedida por uma lancha do porto e o cruzeiro foi seguido por um rebocador, que o estão a ajudar nas manobras de entrada e ancoragem no porto - e não atracagem, para que sejam evitada a contaminação em terra.
Devem manter-se no navio 43 membros da tripulação, que seguirão viagem na segunda-feira até aos Países Baixos, país onde está registada a propriedade do MV Hondius e de onde é o armador.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou no sábado que considera todas as pessoas a bordo do cruzeiro onde foi detetado um surto de hantavírus como "contactos de alto risco", devendo ser submetidas a acompanhamento durante 42 dias.
A OMS elevou para seis os casos confirmados de hantavírus ligados ao navio de cruzeiro onde foram registadas três mortes, enquanto o líder da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afastou o cenário de "uma nova covid", sublinhando que "o risco atual para a saúde pública" se mantém "baixo".
Saúde
Hantavírus, norovírus e Covid-19. Porque é que os surtos se espalham tão depressa nos cruzeiros?
O vírus que está a alertar o mundo terá tido iníci(...)
- Noticiário das 21h
- 14 jun, 2026










