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Europa passa "à ação" e avança com sanções contra colonos violentos na Cisjordânia

11 mai, 2026 - 14:51 • Daniela Espírito Santo com Reuters

Pacote de sanções estava bloqueado há meses pelo anterior governo húngaro, que perdeu as eleições no mês passado.

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Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia chegaram esta segunda-feira a acordo sobre novas sanções contra os violentos colonos israelitas na Cisjordânia ocupada, bem como contra figuras importantes do Hamas, disse a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas.

O pacote de sanções, que visa três colonos e quatro organizações de colonos cujas identidades ainda não foram divulgadas publicamente, estava bloqueado há meses pelo anterior governo húngaro, que perdeu as eleições no mês passado.

Os governos europeus manifestaram preocupação com o aumento de relatos de violência de colonos contra palestinianos na Cisjordânia.

"Já era tempo de sairmos do impasse e passarmos à ação", disse Kallas numa publicação no X. "Extremismos e violência têm consequências", acrescentou.

Por sua vez, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Saar, afirmou no X que a UE "optou, de forma arbitrária e política, por impor sanções aos cidadãos e entidades israelitas por causa das suas opiniões políticas e sem qualquer fundamento".

"Israel rejeita de forma veemente a decisão de impor sanções a cidadãos e organizações israelitas", começa por dizer, numa publicação em que diz ser "ultrajante" a "comparação inaceitável" que a "UE escolheu fazer entre cidadãos israelitas e terroristas do Hamas".

Saar considera que se trata de uma "equivalência moral completamente distorcida".

"Israel sempre defendeu, defende e continuará a defender o direito dos judeus de se estabelecerem no coração da sua pátria. Nenhum outro povo no mundo possui um direito tão documentado e histórico à sua terra como o povo judeu tem à Terra de Israel. Este é um direito moral e histórico, também reconhecido pelo direito internacional, e nenhum agente o pode privar do povo judeu. A tentativa de impor opiniões políticas através de sanções é inaceitável e não terá sucesso", repete o israelita.

Não houve, para já, resposta imediata do Hamas.

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