Internacional
Governo de Starmer continua a "encolher". Já são três as secretárias a apresentar demissão
12 mai, 2026 - 10:47 • Vítor Mesquita , Daniela Espírito Santo com Reuters
Depois da secretária de Estado adjunta da Fé e Comunidades ter apresentado a demissão é agora a vez da secretária de Estado da Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e da secretária de Estado das Vítimas também se demitirem.
Depois da a secretária de Estado adjunta da Fé e Comunidades ter anunciado, esta terça-feira, a sua demissão, a secretária de Estado da Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e a secretária de Estado para as Vítimas também decidiram demitir-se.
Jess Phillips e Alex Davis-Jones apresentaram, esta terça-feira à tarde, a demissão, avança a Sky News, que teve acesso às cartas enviadas ao Executivo. Alex-Davies-Jones terá dito, ao fazê-lo, que "o país falou e o Governo tem de ouvir".
"Esperamos 14 anos para chegar ao poder e mudar a vida daqueles que representamos. Agora é tempo de ações ousadas e radicais. Sei que o [Keir Starmer] é um homem bom e honesto, mas no meu coração estão os eleitores, as vítimas com quem tive a honra de trabalhar todos os dias. Imploro-lhe que haja no interesse do país e estabeleça um calendário para a sua saída", pede, citada pela Sky News.
Ainda esta manhã, Miatta Fahnbulleh também se demitiu do cargo que assumia na secretaria de Estado da Fé e Comunidades e, ao fazê-lo, pediu também a demissão do primeiro-ministro. Foi a primeira secretaria a perder um alto cargo, após quatro assessores ministeriais terem pedido a demissão na noite de segunda-feira.
Miatta Fahnbulleh escreveu uma carta a Keir Starmer e divulgou-a nas redes sociais. Nela, exorta o "primeiro-ministro a fazer o que é certo para o país e para o Partido" e a "estabelecer um calendário para uma transição ordeira". A secretária de Estado adjunta admite estar orgulhosa do que foi feito pelo Executivo que integrou até ao momento, mas lamenta que o Governo não tenha agido "com a visão, ritmo e ambição que o mandato de mudança exige".
"O nosso país enfrenta enormes desafios e as pessoas clamam pela escala de mudança que isso exige. público não acredita que se possa liderar esta mudança - e eu também não", continua.
Em sentido contrário, vários elementos do executivo britânico, à saída da reunião de emergência em Downing Street, esta terça-feira, mostram a intenção de prosseguir o trabalho do Governo.
Várias declarações citadas pela agência Reuters apontam para a continuação de Keir Starmer no cargo de primeiro-ministro britânico, cuja liderança não terá sido posta em causa.
Já durante a tarde, e segundo noticia a Sky News, mais de 100 deputados trabalhistas assinaram uma declaração a pedir a permanência de Starmer no cargo, garantindo que "não é altura para uma disputa pela liderança".
O comunicado dá conta de que o partido enfrentou, na semana passada, "resultados eleitorais devastadoramente difíceis", mas que isso só demonstra que o Executivo tem "um trabalho árduo pela frente para recuperar a confiança do eleitorado", trabalho esse que terá de ser feito "em conjunto" e exigir a concentração do partido.
Não se sabe, no entanto, a identidade dos signatários desta declaração, avança a cadeia televisiva britânica.
Nas últimas horas tem aumentado a pressão sobre primeiro-ministro britânico: vários ministros exigem um calendário para que Starmer abandone funções.
Em causa os recentes resultados eleitorais considerados desastrosos para os trabalhistas. Na resposta, Keir Starmer apela à calma e, por agora, não se demite do cargo.
[Notícia atualizada às 15h38 de 12 de maio de 2026 para acrescentar mais informações]
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