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Países da NATO querem reforçar escudo aéreo no leste face a ameaças russas

13 mai, 2026 - 15:37 • Olímpia Mairos , com Reuters

Líderes de 14 países aliados defenderam em Bucareste o aumento das capacidades antimíssil e antidrones da NATO, enquanto Volodymyr Zelensky apelou a uma Europa militarmente mais autónoma.

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Os líderes de 14 países aliados da NATO defenderam esta quarta-feira o reforço urgente das defesas aéreas no flanco leste da Aliança Atlântica, face às repetidas violações do espaço aéreo atribuídas à Rússia.

A posição foi assumida numa declaração conjunta divulgada após uma cimeira realizada em Bucareste, organizada pelo Presidente romeno Nicusor Dan e pelo Presidente polaco Karol Nawrocki.

Condenamos as ações altamente confrontacionais da Rússia contra aliados e parceiros, incluindo sabotagem, ciberataques e uma ampla gama de ataques híbridos e atividades desestabilizadoras”, refere o comunicado conjunto, citado pela Reuters.

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Os líderes alertaram ainda que as sucessivas incursões no espaço aéreo de países do leste europeu demonstram a necessidade de reforçar os sistemas de defesa contra mísseis e drones.

As repetidas violações do espaço aéreo no flanco oriental sublinham a necessidade urgente de continuar a fortalecer a defesa aérea e antimíssil da NATO, incluindo contra ameaças de veículos aéreos não tripulados”, acrescenta a declaração.

A Roménia, a Polónia e os países bálticos têm denunciado repetidas violações do respetivo espaço aéreo por drones russos desde o início da guerra na Ucrânia. Moscovo nega ter como alvo países da NATO.

Reforço da indústria de defesa em debate

O encontro contou também com a presença do Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, do secretário-geral da NATO Mark Rutte e do subsecretário norte-americano para o Controlo de Armamento e Segurança Internacional, Thomas DiNanno.

Na declaração conjunta, os países aliados defenderam igualmente um aumento da cooperação industrial na área da defesa.

O reforço da base industrial de defesa transatlântica, incluindo através do aumento da capacidade de produção, cadeias de abastecimento mais resilientes e aquisições multinacionais eficazes, é essencial para enfrentar os desafios atuais de segurança”, sublinharam.

O documento foi assinado pelos membros do chamado grupo “B9”, criado em Bucareste após a anexação da Crimeia pela Rússia em 2014. O grupo integra Bulgária, Chéquia, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Polónia, Roménia e Eslováquia.

A estes juntaram-se ainda os cinco membros nórdicos da NATO: Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia.

Zelensky pede maior autonomia militar europeia

Durante a reunião, Volodymyr Zelensky afirmou que ainda é difícil prever os resultados da próxima cimeira da NATO, marcada para julho em Ancara, mas considerou importante que o encontro envie “sinais positivos” a toda a comunidade euro-atlântica.

Não devemos ter receio de discutir capacidades militares europeias mais unidas e, em algumas áreas, mais autónomas”, afirmou o Presidente ucraniano.

A Ucrânia não integra oficialmente a NATO, mas tem recebido apoio militar e financeiro significativo da Aliança Atlântica desde o início da invasão russa em grande escala, lançada em fevereiro de 2022.

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