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Demitiu-se o ministro da Saúde do Reino Unido

14 mai, 2026 - 13:10 • Daniela Espírito Santo com Reuters

Wes Streeting é o mais recente nome a abandonar o Governo liderado por Keir Starmer.

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O ministro da Saúde britânico, Wes Streeting, demitiu-se do Governo esta quinta-feira, afirmando ter perdido a confiança na liderança do primeiro-ministro Keir Starmer.

"Agora é claro que o senhor não vai liderar o Partido Trabalhista nas próximas eleições gerais e que os deputados trabalhistas e os sindicatos trabalhistas querem que o debate sobre o que vem a seguir seja uma batalha de ideias, não de personalidades ou de faccionalismo mesquinho", disse Streeting, numa carta publicada no X.

Na longa missiva, Streeting passa em revista o que o seu gabinete conseguiu desde que chegou à liderança do Reino Unido, garantindo que deixa "uma melhor situação a quem vier a seguir" do que a recebeu, mas admite que não seria "desonroso e sem princípios" continuar a governar após os resultados das últimas eleições. "Não há dúvidas de que a falta de popularidade do Governo foi um factor decisivo para as derrotas na Inglaterra, Escócia e País de Gales", admite, deixando elogios a Starmer, mas dizendo-lhe que está na hora de encontrar outra solução.

"Onde precisávamos de visão, temos um vazio. Onde precisamos de direção, temos deriva. Os líderes têm de assumir a responsabilidade", adiciona, assegurando que agora "é claro" que não será Starmer a conduzir o partido "até à próxima eleição" e que é preciso encontrar debater para descobrir quem se seguirá.

"É necessário que esse debate seja amplo e que conte com o melhor conjunto possível de candidatos. Apoio esta abordagem e espero que o senhor a facilite", remata o político, que muitos apontam como um possível futuro candidato à liderança do partido.

Nos últimos dias tem aumentado a pressão sobre o primeiro-ministro britânico, com vários ministros do seu próprio executivo a pedirem um calendário para que abandone funções.

Em causa estão os recentes resultados eleitorais considerados desastrosos para os trabalhistas, mas que levaram Starmer a entender que era tempo de apelar à calma e não a desistir. No entretanto, pelo menos três funcionários de altos cargos e gabinetes no governo trabalhista já apresentaram, igualmente, a sua demissão.

[Notícia atualizada às 13h39 de 14 de maio de 2026 para acrescentar mais citações]

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