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América Latina

EUA oferecem ajuda humanitária adicional a Cuba no valor de 100 milhões

14 mai, 2026 - 00:35 • Lusa

Ajuda vai ser "diretamente destinada ao povo cubano e distribuída em coordenação com a Igreja Católica e outras organizações humanitárias independentes de confiança", disse o Departamento de Estado norte-americano.

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O Governo norte-americano ofereceu na quarta-feira ajuda humanitária adicional no valor de 85 milhões de euros a Cuba, enquanto as autoridades cubanas denunciam a crise no país como resultado da "guerra económica" e do bloqueio energético impostos por Washington.

O Departamento de Estado anunciou a oferta no valor de 100 milhões de dólares em comunicado, reafirmando publicamente o seu generoso contributo e sublinhando que a ajuda será "diretamente destinada ao povo cubano e distribuída em coordenação com a Igreja Católica e outras organizações humanitárias independentes de confiança".

"A decisão de aceitar a nossa oferta de assistência ou de negar ajuda vital cabe ao regime cubano, que, em última instância, será responsabilizado perante o povo cubano por obstruir a ajuda essencial", sublinhou a diplomacia norte-americana.

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O ministério liderado por Marco Rubio, que declarou a sua intenção de continuar "a procurar reformas significativas no sistema comunista cubano", criticou Havana por "se recusar a permitir" que as autoridades norte-americanas prestem a ajuda de que os cubanos "precisam desesperadamente devido aos fracassos do regime corrupto cubano".

E sublinhou que o Governo da nação das Caraíbas "só serviu para enriquecer as elites e condenar o povo cubano à pobreza", antes de referir que a ajuda oferecida por Washington inclui também "o apoio a um serviço de internet por satélite gratuito e rápido".

O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, defendeu Cuba nas redes sociais, afirmando que, apesar das "brutais medidas de estrangulamento económico e energético decretadas pelos Estados Unidos, Cuba se mantém de pé" e "não é um Estado falhado".

"A crise que nos assola é o resultado da severa guerra económica que nos foi imposta e da perseguição energética", apontou, antes de insinuar possíveis cortes de energia ao longo do dia.

"Esta drástica deterioração tem uma única causa: o bloqueio energético genocida imposto ao nosso país pelos Estados Unidos, que ameaça qualquer nação que nos forneça combustível com tarifas irracionais", sublinhou.

O Presidente atribuiu ainda o bloqueio de combustível imposto pela administração Trump ao facto de várias autoridades norte-americanas não terem conseguido "destruir a Revolução".

Ainda assim, Díaz-Canel reiterou que estão "sempre abertos ao diálogo em igualdade de circunstâncias" com os Estados Unidos da América (EUA).

O Governo cubano também advertiu na quarta-feira de que uma agressão militar dos EUA à ilha provocaria uma "catástrofe humanitária", além de um "banho de sangue" para ambos os países.

O ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez, argumentou também nas redes sociais que não há "razão ou pretexto" para que o Governo norte-americano considere Cuba "uma ameaça" ou para pretender atacá-la para "mudar o seu sistema político ou o seu Governo".

As declarações do MNE cubano surgem um dia depois de o secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, ter afirmado que Cuba representa uma "ameaça para a segurança nacional" do seu país.

Perante a comissão das Forças Armadas da Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso norte-americano), Hegseth indicou que a ilha alberga bases militares e de serviços secretos de adversários, referindo-se à China e à Rússia, e até navios de guerra russos, incluindo um submarino de propulsão nuclear.

Desde janeiro que Washington pressiona Cuba para abrir significativamente a sua economia e reformar o seu sistema político, aplicando novas sanções e fazendo até ameaças de intervenção militar.

De entre as medidas impostas pelos EUA a Cuba, destaca-se o embargo petrolífero, que praticamente impediu a chegada de crude importado à ilha, a par da mais recente ronda de sanções, com medidas secundárias de natureza extraterritorial.

A 2 de maio, Trump afirmou, durante um comício na Florida, que iria assumir o controlo de Cuba "quase imediatamente", acrescentando que tal acontecerá assim que a guerra contra o Irão terminar.

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