Flotilha Humanitária
Famílias sem notícias dos portugueses detidos por Israel pedem reunião a Seguro
19 mai, 2026 - 23:42 • Catarina Magalhães
Sem conseguir saber notícias dos dois médicos detidos, "as únicas informações que recebo são da organização da flotilha e do Gabinete de Emergência Consular em colaboração com o Ministério dos Negócios Estrangeiros", contou a companheira de um dos ativistas.
Os familiares dos dois médicos portugueses detidos na segunda-feira pelas forças de defesa de Israel na flotilha que seguia para a Faixa de Gaza não conseguem comunicar com os ativistas.
Em entrevista à Renascença, a companheira de Gonçalo Dias – um dos dois médicos detidos –, Sofia Miranda, contou que só tem recebido notícias através da organização Gaza Freedom Flotilla.
"As notícias que eu tenho sabido têm sido através da organização da flotilha e do Gabinete de Emergência Consular em colaboração com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, que se têm mostrado disponíveis para o que for preciso."
O momento de detenção aconteceu ao largo da Turquia e os portugueses estão agora no Porto de Ashdod, um dos principais portos de carga israelitas. Entre os detidos estarão também cidadãos britânicos e espanhóis.
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Sem previsão de regresso para os ativistas, Sofia Miranda revelou ainda que os familiares dos médicos Gonçalo Dias e Beatriz Bartilotti pediram uma audiência ao Presidente da República (PR), António José Seguro, que acontecerá esta quarta-feira pelas 15h00, caso a agenda do Chefe de Estado não sofra algum imprevisto.
"Procuramos explicar a nossa situação e preocupação ao Presidente da República e tentar perceber se há mais alguma informação ou algo que possamos fazer", esclareceu.
Flotilha Humanitária
Rangel convoca embaixador israelita após detenção de portugueses
Rangel adiantou que o Governo está a acompanhar a (...)
Depois do ministro Paulo Rangel convocar o embaixador israelita ao anoitecer de segunda-feira, a companheira de Gonçalo Dias espera que se mobilizem "para trazer segurança aos dois médicos que seguiam numa missão humanitária".
"O que nos preocupa é saber em que situação é que estão de saúde e segurança, mas ainda não temos informação", lamentou.
Esta terça-feira as forças israelitas atacaram, pelo menos, duas embarcações de uma flotilha de ajuda humanitária que navegava também em direção a Gaza.
Porém, Israel insiste que não utilizou munições reais na interceção da flotilha, tendo utilizado "meios não letais" apenas contra as embarcações e não contra os tripulantes ou passageiros.
“Após vários avisos, foram utilizados meios não letais contra as embarcações — e não contra os manifestantes — como forma de advertência. Nenhum manifestante ficou ferido durante estes acontecimentos”, lê-se num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita.
Segundo Israel, não há manifestantes feridos durante o incidente.
Segundo Israel, a Faixa de Gaza “está inundada” de ajuda humanitária.
A nova Flotilha Global Sumud é composta por 50 embarcações e encontrava-se a oeste de Chipre, tendo partido do porto turco de Marmaris na passada quinta-feira.
De acordo com a organização, todas as 50 embarcações da flotilha tinham sido intercetadas no Mediterrâneo oriental, com 428 participantes de mais de 40 países detidos, incluindo 78 cidadãos turcos.
Já no final de abril, as forças israelitas detiveram 175 pessoas que se encontravam a bordo de vinte embarcações que viajavam para a Faixa de Gaza com ajuda humanitária em águas internacionais ao largo da costa da Grécia.
- Noticiário das 16h
- 11 jun, 2026













