Flotilha de Gaza
Israel vai deportar ativistas portugueses. "Só vamos ficar descansados quando os virmos"
21 mai, 2026 - 09:59 • André Rodrigues
Familiar de um dos ativistas portugueses lamenta a omissão de informações sobre a situação dos detidos. Regresso a Portugal deverá acontecer ainda hoje.
“Estes dias têm sido difíceis”. Assim começa o diálogo com Sofia Miranda, companheira de Gonçalo Dias, um dos dois médicos portugueses detidos no porto de Ashdod pelas forças israelitas.
Sofia tinha recebido a chamada do gabinete de emergência consular “há uns cinco ou dez minutos” com a notícia que há vários dias aguardava “com enorme ansiedade”.
“Disseram-nos que há muita probabilidade de hoje um avião turco ir buscar a maioria dos ativistas, entre os quais o Gonçalo e a Beatriz, e que os levará para a Turquia, e na Turquia irão receber assistência médica e consular”, conta à Renascença.
Na manhã desta quinta-feira, Gonçalo Dias e Beatriz Bartiloti receberam a visita de elementos do Gabinete de Emergência Consular do Ministério dos Negócios Estrangeiros que, mais tarde, comunicou às famílias a notícia da deportação que põe fim a dias de grande preocupação.
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“Soubemos através da organização da flotilha que, no contacto com advogados, muitos ativistas fizeram queixas de violência, assédio sexual e humilhação… houve mesmo quem tivesse necessitado de assistência hospitalar”, conta Sofia Miranda.
E acrescenta: “Estes dias têm sido difíceis, até porque as autoridades israelitas têm sido muito restritas nos contactos. Agora, é claro que só vamos ficar descansados quando os virmos, quando soubermos como é que eles estão, que tipo de tratamento é que tiveram e quando eles estiverem cá em segurança”.
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