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Meteorologia

Espanha regista recorde de 101 mortes por calor extremo em maio

03 jun, 2026 - 12:18 • Olímpia Mairos , com Reuters

Autoridades alertam para impacto crescente das temperaturas extremas na saúde pública antes mesmo do início do verão.

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A Espanha registou, em maio de 2026, o maior número de mortes associadas ao calor desde o início dos registos, em 2015. Segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo Ministério da Saúde espanhol, 101 pessoas morreram devido às elevadas temperaturas durante o mês de maio, um valor que evidencia o impacto crescente dos fenómenos de calor extremo na saúde da população.

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De acordo com o sistema de monitorização diária da mortalidade, conhecido como MoMo, o número de óbitos atribuídos ao calor registado este ano é 3,6 vezes superior à média observada para o mês de maio na última década.

O Ministério da Saúde sublinha que estes números surgem numa altura em que o verão ainda não começou oficialmente no hemisfério norte, demonstrando que os episódios de calor intenso estão a ocorrer cada vez mais cedo e com maior frequência.

Desde a criação do sistema de monitorização, estima-se que 27.564 mortes tenham sido atribuídas às altas temperaturas em Espanha entre 2015 e 2025. O ano mais grave foi 2022, quando foram contabilizadas 4.789 mortes relacionadas com o calor, seguido de 2025, com 3.832 vítimas mortais.

As autoridades de saúde alertam ainda para a relação direta entre a subida das temperaturas e o aumento do risco de mortalidade. Segundo os dados do MoMo, por cada grau Celsius acima do limiar considerado de risco para a saúde, a probabilidade de morte aumenta entre 9,1% e 10,7%.

Especialistas têm vindo a alertar para os efeitos das alterações climáticas, que estão a tornar mais frequentes e intensas as ondas de calor na Europa. O aumento das temperaturas representa um risco particular para idosos, pessoas com doenças crónicas e grupos mais vulneráveis, levando os serviços de saúde a reforçarem as campanhas de prevenção e proteção durante os períodos de calor extremo.

Os dados agora divulgados reforçam as preocupações das autoridades espanholas relativamente aos desafios que os sistemas de saúde enfrentarão nos próximos anos, à medida que os fenómenos meteorológicos extremos se tornam cada vez mais comuns.

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