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Portugal eleito membro não permanente do Conselho de Segurança

03 jun, 2026 - 16:29 • Ricardo Vieira

Candidatura portuguesa conseguiu reunir os votos necessários entre os 193 membros das Nações Unidas.

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Abraços e aplausos: o momento em que Portugal eleito para o Conselho de Segurança
Abraços e aplausos: o momento em que Portugal eleito para o Conselho de Segurança

Portugal foi eleito esta quarta-feira membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O mandato será de dois anos.

A candidatura portuguesa conseguiu reunir 134 votos, entre os 193 membros das Nações Unidas, e garantiu a vaga na primeira volta das votações.

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No momento em que foi conhecido o resultado, foi visível a festa da delegação portuguesa – liderada pelo ministro Paulo Rangel – na assembleia das Nações Unidas, em Nova Iorque.

Portugal tinha como adversários diretos a Alemanha e a Áustria no grupo da Europa.

A Áustria também garantiu um lugar como membro não permanente do Conselho de Segurança e a Alemanha ficou pelo caminho.

Zimbabué, Trinidade e Tobago e Quirguistão também foram eleitos membros não permanentes.

"Grande conquista de Portugal"

Numa primeira reação, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse que se trata de "uma grande conquista de Portugal naquele que é o maior palco da política internacional e perante dois oponentes manifestamente fortes".

"Esta vitória dignifica Portugal e projeta-nos no mundo. Portugal é um país credível, respeitado, que tem participação e intervenção a nível internacional e entendemos este mandato como mais uma demonstração deste nosso histórico", sublinhou.

Luís Montenegro afirma que "Portugal tem no plano internacional uma força muito superior à nossa dimensão económica ou demográfica, temos um reconhecimento da nossa linha de lealdade, de visão estratégica ao nível multilateral".

O primeiro-ministro agradeceu a todos os envolvidos no "intenso trabalho diplomático" para garantir este resultado para Portugal. Montenegro também deixou uma palavra aos Presidentes da República, Marcelo Rebelo de Sousa e António José Seguro, que abraçaram a causa.

Portugal quer ajudar o Conselho de Segurança com as suas características de "construtor de pontes que vê no diálogo, na diplomacia, no multilateralismo a opção para resolvermos grandes desafios e conflitos no globo e, sobretudo, para salvaguardar os direitos de dignidade de cada pessoa", defende Luís Montenegro.

"Esta vocação universalista de Portugal foi, no nosso entendimento, crucial para o sucesso desta campanha", referiu o chefe do Governo.

"Reconhecimento pelo nosso apego a valores universais"

Por seu lado, o Presidente da República, António José Seguro, considera que esta é uma vitória "que enaltece todo o povo português" e que "nos enche de orgulho".

António José Seguro afirma que estar no Conselho de Segurança é o "reconhecimento pelo nosso apego a valores universais" e o reconhecimento do compromisso de Portugal "com o multilateralismo e com os valores e a carta das Nações Unidas".

A candidatura portuguesa foi lançada em 2013 e atravessou vários governos e presidentes. O chefe de Estado fala numa "vitória da diplomacia portuguesa".

"Manifesto a certeza de que Portugal nos dois anos de mandato no Conselho de Segurança saberá realizar um diálogo profícuo com todos os países" e também "batalhar por uma defesa intransigente do respeito pelo Direito internacional, tendo em vista a persecução da paz, a segurança e o desenvolvimento sustentável", salientou o Presidente da República.

Seguro espera que o mandato de Portugal no Conselho de Segurança "sirva para contribuir para um mundo mais pacífico, menos desigual, mais justo e mais digno", numa "conjuntura internacional cada vez mais desafiante e imprevisível e numa ocasião em que somos confrontados com tantos desafios globais".

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    03 jun, 2026 o lugar não deve exigir nada 15:53
    Nem percebo como um País manifestamente mais forte, tanto em termos militares, como económicos (Alemanha), fica pelo caminho, para ser eleito um País de importância diminuta, militarmente praticamente desarmado, que vive de turismo, e não tem qualquer peso na cena internacional. O lugar deve ser só para preencher calendário

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