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Médio Oriente

Trump diz que Irão aceitou não desenvolver arma nuclear e admite encontro com Khamenei

03 jun, 2026 - 12:48 • Olímpia Mairos , com Reuters

Presidente norte-americano afirma que Teerão já concordou em não possuir armamento nuclear e revela que poderá reunir-se com o líder supremo iraniano, caso as negociações avancem.

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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irão já aceitou não desenvolver uma arma nuclear e admitiu a possibilidade de um encontro futuro com o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, caso as atuais negociações produzam resultados positivos.

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Numa entrevista ao podcast Pod Force One, divulgada esta quarta-feira, Trump garantiu que Teerão já assumiu um compromisso nessa matéria. “Eles já concordaram que não vão ter uma arma nuclear”, declarou o chefe de Estado norte-americano.

Questionado sobre o papel de Khamenei nas conversações entre Washington e Teerão para pôr fim às hostilidades, Trump respondeu que o líder iraniano está diretamente envolvido no processo. “Ele está envolvido, absolutamente. Penso que têm muito respeito por ele”, afirmou.

O Presidente norte-americano revelou ainda que gostaria de se reunir com Khamenei e admitiu que esse encontro poderá acontecer. “Gostaria de o conhecer. Provavelmente iremos encontrar-nos em algum momento, dependendo da forma como tudo correr”, disse.

Trump considera conflito com o Irão um sucesso

Na mesma entrevista, Trump classificou o conflito com o Irão como um êxito para os Estados Unidos, argumentando que as capacidades militares iranianas foram enfraquecidas.

“O Irão é um grande sucesso”, afirmou. “Estamos a trabalhar num acordo e, se isso correr bem, ótimo. Se não acontecer, também está tudo bem. Faremos de outra forma.”

O Presidente não especificou o significado dessa alternativa, mas já declarou anteriormente que os Estados Unidos poderão retomar os ataques militares caso não seja alcançado um entendimento diplomático.

O conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irão, iniciado após os ataques norte-americanos e israelitas de 28 de fevereiro, continua a ter repercussões significativas nos mercados energéticos internacionais e na política interna norte-americana.

A escalada militar tem provocado volatilidade nos preços da energia e gerado críticas junto de parte da opinião pública dos Estados Unidos, numa altura em que o país se aproxima das eleições legislativas de novembro.

Apesar disso, Trump mostrou-se confiante quanto ao rumo das negociações e reforçou a ideia de que Washington mantém margem para agir militarmente caso não seja alcançado um acordo duradouro com Teerão.

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