Médio Oriente
Israel e Líbano acordam "implementar um cessar-fogo"
04 jun, 2026 - 00:20 • Catarina Magalhães, com Reuters
Após negociações, o cessar-fogo estará condicionado à cessação total dos disparos por parte da milícia Hezbollah, o movimento xiita libanês apoiado pelo Irão.
Israel e Líbano concordaram com a implementação de um cessar-fogo, avançaram os países numa declaração conjunta divulgada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos da América (EUA).
Após negociações, o cessar-fogo estará condicionado à cessação total dos disparos por parte da milícia Hezbollah, o movimento xiita libanês apoiado pelo Irão, e pela retirada de tropas em Litani, uma zona no sul do país estratégica pelo curso de água que atravessa a região.
As duas partes já tinham concordado com uma suspensão das hostilidades em maio, mas os ataques continuaram e, desta vez, os países vão seguir as orientações dos Estados Unidos.
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Os dois países vão retomar discussões políticas e de segurança a 22 de junho, com o objetivo de alcançar um "acordo abrangente".
Este anúncio de novas negociações acontece no mesmo dia em que o Presidente dos EUA, Donald Trump, criticou a continuação das operações militares no Líbano por parte do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, chamando-lhe até de "louco" e "ingrato".
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"Bibi, temos de parar com isto", disse o Presidente dos EUA a Benjamin Netanyahu em chamada telefónica.
A razão do desentendimento entre Trump e Netanyahu foi ainda alimentada pela ameaça do Irão abandonar as negociações com os EUA por causa das ações de Israel no Líbano.
O Líbano foi, a 2 de março, arrastado para o conflito regional desencadeado a 28 de fevereiro por uma ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irão, quando o movimento xiita libanês Hezbollah, aliado de Teerão, efetuou um ataque com morteiros a Israel.
Desde então, as forças israelitas têm bombardeado intensamente o sul do Líbano, primeiro com ataques aéreos e depois com operações terrestres com artilharia e blindados.
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