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Médio Oriente

Trump pede contenção a Israel após retaliação iraniana a ataque em Beirute

07 jun, 2026 - 22:37 • Olímpia Mairos , com Reuters

Presidente norte-americano diz que vai pedir a Benjamin Netanyahu para evitar uma resposta militar ao lançamento de mísseis iranianos e admite estar descontente com o ataque israelita a Beirute.

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O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou este domingo que vai pressionar o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para evitar uma nova escalada militar no Médio Oriente, depois de o Irão ter lançado vários mísseis contra alvos israelitas em resposta a um ataque de Israel nos arredores de Beirute.

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Segundo o portal Axios, citado pela Reuters, Trump pretende contactar Netanyahu para o convencer a não responder militarmente à ofensiva iraniana.

Após o lançamento dos mísseis, o Presidente dos Estados Unidos alertou que a escalada poderá comprometer os esforços diplomáticos em curso. "Isto certamente não vai ajudar as negociações", declarou à Fox News.

Dirigindo-se a Teerão, Trump acrescentou: "Lançaram os vossos mísseis, já chega. Voltem à mesa das negociações e façam um acordo."

Questionado sobre o ataque israelita realizado horas antes na região de Beirute, o líder norte-americano mostrou desagrado: "Não estou satisfeito com isso."

O Irão justificou a retaliação com o ataque israelita à capital libanesa, o primeiro desde que Washington anunciou, na semana passada, uma proposta de cessar-fogo para o Líbano. As autoridades iranianas têm defendido que qualquer entendimento com os Estados Unidos depende igualmente do respeito por uma trégua no território libanês.

As Forças Armadas israelitas confirmaram ter detetado o lançamento de mísseis a partir do Irão, acrescentando que os sistemas de defesa intercetaram os projéteis. Até ao momento, não foram divulgadas informações sobre eventuais danos em território israelita.

Entretanto, responsáveis iranianos endureceram o discurso. O presidente do Parlamento iraniano e principal negociador para a paz, Mohammed Baqer Qalibaf, afirmou que as bases norte-americanas e os interesses israelitas constituem alvos legítimos devido aos atos considerados hostis por Teerão.

"Mostraram que apenas compreendem a linguagem da força", escreveu o responsável na rede social X.

Também Ebrahim Rezaei, porta-voz da comissão parlamentar de segurança nacional do Irão, prometeu uma resposta "decisiva e dolorosa" aos ataques israelitas realizados no Líbano.

Do lado israelita, uma fonte oficial garantiu à Reuters que qualquer ataque proveniente do Irão terá resposta. O mesmo responsável afirmou que Israel poderá considerar uma nova ofensiva como "uma oportunidade para retomar a campanha" militar.

Apesar dos esforços diplomáticos da Casa Branca, as negociações entre Washington e Teerão continuam sem avanços significativos. Trump tem insistido na necessidade de um acordo que impeça o Irão de desenvolver armas nucleares e voltou a deixar um aviso contundente.

"Estamos muito perto de um acordo ou vou bombardeá-los sem piedade", declarou numa entrevista à NBC News, gravada na sexta-feira e divulgada este domingo.

A tensão voltou a aumentar depois de Israel ter atingido os arredores de Beirute, alegando responder a disparos do Hezbollah. O movimento xiita libanês continua a lançar ataques contra Israel, apesar das tentativas internacionais para consolidar um cessar-fogo na região.

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