Zelensky reúne-se em Londres com Starmer, Macron e Merz para reforçar defesa da Ucrânia
07 jun, 2026 - 17:52 • Olímpia Mairos
Presidente ucraniano vai discutir o reforço da cooperação europeia na defesa aérea, a segurança do continente e as perspetivas diplomáticas para o fim da guerra com a Rússia.
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, chegou este domingo a Londres para uma série de reuniões com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, o Presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, centradas no reforço da defesa ucraniana e da segurança europeia face à invasão russa.
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Numa mensagem publicada nas redes sociais, Zelensky revelou que terá um encontro bilateral com Starmer e participará numa reunião no formato E3+Ucrânia, que reúne os líderes do Reino Unido, França e Alemanha.
“O foco principal é a nossa defesa na guerra, uma maior cooperação para a segurança de toda a Europa na área da defesa aérea e a nossa visão partilhada sobre as perspetivas diplomáticas. A Europa tem de fazer parte das negociações e tem de ser forte”, afirmou o chefe de Estado ucraniano.
Segundo Zelensky, as equipas dos quatro países realizaram previamente um trabalho preparatório substancial para os encontros, considerando agora essencial que os líderes debatam os principais temas e alcancem entendimentos ao mais alto nível.
O Presidente ucraniano aproveitou ainda para agradecer o apoio prestado pelos aliados ocidentais desde o início da invasão russa.
“Agradeço ao Reino Unido e a todos os nossos parceiros que, através de ações concretas, estão a ajudar-nos a reforçar a proteção da vida e a aumentar a pressão sobre a Rússia pela sua agressão”, declarou.
Zelensky sublinhou também que “a Rússia tem de acabar com a sua guerra”, reiterando a necessidade de manter a pressão internacional sobre Moscovo.
Durante a visita ao Reino Unido, está ainda previsto um encontro com o rei Carlos III, agendado para segunda-feira.
A deslocação acontece numa altura em que os aliados europeus procuram reforçar a coordenação política e militar em apoio à Ucrânia, ao mesmo tempo que se multiplicam os esforços diplomáticos para encontrar uma solução para o conflito iniciado pela Rússia em fevereiro de 2022.
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