Primeira-ministra da Dinamarca: “Se tivesse filhos pequenos hoje, preferia que fumassem a permitir que ficassem sozinhos nas redes sociais”
09 jun, 2026 - 00:45 • Redação
Mette Frederiksen comparou os riscos das redes sociais para crianças aos perigos associados ao tabagismo. Declaração gerou críticas e apoio numa altura em que o Governo prepara restrições ao acesso de menores às plataformas digitais.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou que preferiria que os seus filhos fumassem a deixá-los sozinhos nas redes sociais, numa comparação utilizada para alertar para os riscos das plataformas digitais para crianças e adolescentes.
A declaração gerou controvérsia e levou posteriormente a um pedido de desculpas da governante.
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“Se tivesse filhos pequenos hoje, preferia que fumassem a permitir que ficassem sozinhos nas redes sociais. Mas sou primeira-ministra em funções, por isso não vou dizer isso”, afirmou Mette Frederiksen.
A chefe do Governo dinamarquês acrescentou que a sociedade continua concentrada em ameaças antigas, ignorando perigos mais recentes e presentes no quotidiano das crianças e adolescentes.
As declarações desencadearam um intenso debate nas redes sociais.
Perante a controvérsia, Frederiksen recuou e apresentou um pedido de desculpas. A primeira-ministra explicou que a sua intenção era chamar a atenção para a vulnerabilidade das crianças e adolescentes no ambiente digital.
"Claramente, as crianças e os jovens não devem fumar. Tal como as crianças não devem estar sozinhas em plataformas onde correm o risco de ver imagens nocivas, receber ofertas de droga, ser alvo de aliciamento ou chantagem através de imagens íntimas. Ontem quis provocar-nos, enquanto adultos, para compreendermos quão vulneráveis são as nossas crianças nos ecrãs", escreveu Mette Frederiksen numa publicação no Facebook.
A polémica surge numa fase em que a Dinamarca prepara novas restrições ao acesso de menores às redes sociais. O Governo considera que o impacto das plataformas digitais na vida dos jovens foi subestimado durante anos.
"Deixámos a vida digital das crianças nas mãos de plataformas que nunca foram concebidas a pensar no seu bem-estar. Precisamos de passar do cativeiro digital para uma verdadeira comunidade", afirmou Mette Frederiksen na abertura do Parlamento dinamarquês.
Segundo a proposta em discussão, jovens entre os 13 e os 14 anos só poderiam utilizar redes sociais mediante autorização parental.
As crianças com menos de 15 anos poderão ficar sujeitas a uma proibição total de acesso às plataformas, numa medida que poderá entrar em vigor já no próximo ano.
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- 22 jul, 2026






