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Médio Oriente

"É pouco provável": Obama duvida que acordo com Irão seja diferente do de 2015

14 jun, 2026 - 17:18 • Lusa, com redação

O ex-Presidente dos Estados Unidos acredita é preferível procurar uma solução diplomática que não satisfaça a 100% as exigências de Washington do que correr o risco de um conflito militar aberto.

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O ex-Presidente norte-americano Barack Obama manifestou ceticismo quanto à possibilidade de um acordo entre os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão representar uma melhoria significativa face ao acordo nuclear alcançado em 2015 durante a sua administração.

"É pouco provável que qualquer acordo que venha a ser alcançado seja substancialmente diferente ou constitua uma melhoria significativa em relação ao acordo que tínhamos inicialmente", disse, numa entrevista à emissora norte-americana ABC News divulgada este domingo.

O antigo Presidente democrata defendeu que o acordo negociado em 2015 "funcionou durante um longo período" antes de os EUA se retirarem dele, numa referência à decisão tomada pelo atual líder norte-americano, Donald Trump, durante o seu primeiro mandato na Casa Branca.

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Obama sugeriu ainda que é preferível procurar uma solução diplomática que não satisfaça a 100% as exigências de Washington do que correr o risco de um conflito militar aberto.

"Isto recorda-nos que, perante muitos problemas complexos de política externa, a ideia de que podemos simplesmente impor a nossa vontade pela força ou recorrer a bombardeamentos para encontrar soluções pode, por vezes, parecer apelativa", afirmou.

No entanto, acrescentou, é melhor "dedicar tempo à exploração de vias diplomáticas e esgotar todas as possibilidades de alcançar acordos que não resolvam 100% do problema, mas que resolvam 80% ou 90%".

"Poder-se-ia pensar que já teríamos aprendido esta lição há muito tempo", lamentou.

O ex-chefe de Estado manifestou também o desejo de que os bombardeamentos terminem e de que as populações civis deixem de sofrer as consequências da guerra.

"Espero que os bombardeamentos cessem e que os civis deixem de sofrer as consequências da guerra", referiu.

No sábado, Donald Trump afirmou que os EUA assinariam este domingo um acordo com o Irão destinado a pôr termo à guerra no Médio Oriente e a permitir a reabertura imediata do estreito de Ormuz, uma informação que, até ao momento, não foi confirmada por Teerão.

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