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Médio Oriente

Guterres condena ataques de Israel em "momento crucial" das negociações

14 jun, 2026 - 20:59 • Lusa

"Os Estados Unidos e a República Islâmica do Irão deveriam chegar a um acordo que abra caminho para uma resolução pacífica deste conflito", afirma o secretário-geral da ONU.

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O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou este domingo os ataques israelitas em Beirute e apelou à "máxima contenção" num "momento crucial" das negociações entre os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão para tentar pôr fim ao conflito no Médio Oriente.

"Condeno veementemente os ataques israelitas realizados em Beirute. Estes ataques ocorreram apesar do cessar-fogo e numa altura em que os EUA e a República Islâmica do Irão deveriam chegar a um acordo que abra caminho para uma resolução pacífica deste conflito", afirmou António Guterres num comunicado.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) manifestou ainda a esperança de que "os esforços atualmente em curso" conduzam "a um resultado positivo".

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Guterres apelou igualmente a "todas as partes" para demonstrarem "a máxima contenção" numa fase considerada decisiva das negociações entre Washington e Teerão.

Israel lançou esta tarde vários mísseis contra um prédio de apartamentos no bairro de Dahiya, no sul de Beirute, um bastião do Hezbollah, em resposta ao que denunciou como vários drones a transportar cargas explosivas visando o seu território.

O ataque israelita resultou em, pelo menos, três mortos e 15 feridos, enquanto os impactos dos alegados drones não causaram vítimas. A investida levou Trump, numa mensagem na sua plataforma, a declarar: "Israel tem o direito de se defender contra ameaças, mas o ataque a que estava a responder foi menor e inconsequente; ninguém ficou ferido ou morto, e isso não deverá prejudicar este importante processo."

Trump celebra este domingo o seu 80.º aniversário com um grande evento de artes marciais mistas na Casa Branca e a esperança de finalizar este acordo preliminar com o Irão.

O Presidente norte-americano declarou-se convicto, no sábado, de que a assinatura se realizaria este domingo, mas ao longo do dia os negociadores iranianos manifestaram profundo ceticismo devido aos detalhes técnicos pendentes e, sobretudo, ao bombardeamento em Dahiya.

Além disso, o Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, afirmou este domingo que a mais alta instância de segurança do Irão apoia a continuação do diálogo com os Estados Unidos, mas responsáveis iranianos advertiram que Teerão responderá aos recentes ataques israelitas no Líbano.

Entretanto, Donald Trump voltou a afirmar este domingo ao portal Axios que um acordo com o Irão será assinado "nas próximas horas", alegando que o processo sofreu atrasos devido aos ataques israelitas contra Beirute.

"Isto baralhou tudo. A assinatura atrasou-se algumas horas. Devia estar a acontecer agora. Está agora prevista para daqui a algumas horas", declarou Trump durante uma conversa telefónica com um jornalista do Axios.

O Presidente norte-americano não escondeu a sua frustração com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmando ter-lhe transmitido diretamente o seu desagrado.

"Fiquei furioso. Ele não tem qualquer juízo. Fiz questão de lho dizer", afirmou.

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