Médio Oriente
Líbano acusa Israel de pulverizar herbicida potente no seu solo
14 jun, 2026 - 19:31 • Lusa
Concentrações "excedem em muito" as normalmente encontradas nas plantações libanesas deste herbicida, que se suspeita ser cancerígeno.
O Líbano apelou à intervenção da Organização das Nações Unidas (ONU) ao acusar Israel de pulverizar glifosato, um herbicida potente, em altas concentrações ao longo da sua fronteira, em fevereiro, anunciaram este domingo.
Segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, foi enviada uma carta ao Conselho de Segurança da ONU e ao seu secretário-geral com queixas sobre o incidente, que, é referido, ocorreu antes do início da guerra entre Israel e o grupo pró-Irão Hezbollah, a 2 de março.
O ministério afirma estar a basear-se num relatório do Centro Nacional Libanês de Investigação Científica (CNRS) que fala da utilização de "glifosato em altas concentrações" em três aldeias libanesas na fronteira.
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As concentrações "excedem em muito" as normalmente encontradas nas plantações libanesas deste herbicida, que se suspeita ser cancerígeno.
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Em fevereiro, a missão de manutenção da paz da ONU no Líbano informou ter sido notificada por Israel sobre a sua intenção de pulverizar uma "substância química não tóxica" perto da fronteira, recomendando a retirada dos soldados dessas zonas.
O presidente libanês, Josef Aoun, denunciou a pulverização como uma "violação flagrante da soberania libanesa e um crime ambiental e sanitário".
Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Líbano indicou ainda ter levado os ataques israelitas em curso contra o país ao conhecimento do Conselho de Segurança, concretamente em relação ao "ataque a um veículo do exército libanês" no início de junho, que matou dois oficiais e um soldado.
Embora tenha enfatizado a continuidade das negociações diretas entre Israel e o Líbano com o objetivo de pôr fim às hostilidades, o ministério alertou que "os ataques israelitas contra membros do exército libanês prejudicam diretamente estes esforços diplomáticos".
Atualmente ocorrem negociações de paz para pôr fim à guerra que, desde o final de fevereiro, opõe os Estados Unidos da América (EUA) e Israel ao Irão e que alastrou mais tarde ao Líbano.
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![Presidente libanês, Josef Aoun, denunciou a pulverização como uma "violação flagrante da soberania libanesa e um crime ambiental e sanitário". Foto: Atef Safadi/EPA [arquivo] Presidente libanês, Josef Aoun, denunciou a pulverização como uma "violação flagrante da soberania libanesa e um crime ambiental e sanitário". Foto: Atef Safadi/EPA [arquivo]](https://images.rr.pt/466862461484f584b7dbdefaultlarge_1024.jpg)


