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Suíça

Suíços rejeitam referendo que limitaria população a 10 milhões até 2050

14 jun, 2026 - 23:48 • Catarina Magalhães

Cantões Suíça alemã foram os que mais apoiaram o texto, ao contrário dos francófonos que foram, praticamente, unânimes no "não". "Com a decisão de hoje, o eleitorado enviou um sinal de estabilidade, abertura e fiabilidade", celebrou o Governo suíço.

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Tal como as projeções apontavam, o "não" venceu este domingo na Suíça. Os suíços foram às urnas e escolheram, em referendo, continuar a viver num país sem limitações de população do país, avançou a estação televisiva oficial Radio Télévision Suisse.

A proposta "Não a uma Suíça de 10 milhões" do Partido Popular Suíço (direita radical) que visava reduzir a imigração no país perdeu com 45,21% dos votos (1.492.603 votos), segundo o resultado provisório do ato eleitoral.

Ou seja, o objetivo do partido seria forçar as autoridades a tomar medidas caso a população ultrapassasse 9,5 milhões de habitantes.

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Ao analisar os resultados, percebe-se que os cantões Suíça alemã foram os que mais apoiaram o texto, ao contrário dos francófonos que foram, praticamente, unânimes no "não".

Já o "não" somou 54.79%, ou seja, 1.808.916 votos.

"No final de 2025, viviam na Suíça aproximadamente 9,1 milhões de pessoas. Desde a introdução da livre circulação de pessoas em 2002, a população cresceu cerca de 1,7 milhões de habitantes", lê-se no portal oficial.

Para o partido que propôs o referendo, impor um teto máximo de habitantes seria a solução para controlar os fluxos migratórios, criminalidade, habitação e sobrecarga nos transportes públicos.

O resultado foi celebrado pelo governo suíço, inclusive pelo ministro da Justiça Beat Jans: "Com a decisão de hoje, o eleitorado enviou um sinal de estabilidade, abertura e fiabilidade."

Desde os anos 2000, diferentes frentes políticas conseguiram avançar com iniciativas de referendo, contabilizando-se nove até à data. Destas apenas quatro foram aprovadas em 2005, 2006, 2009 e 2014.

O último referendo de 2014 previa que o país voltasse a introduzir um sistema de cotas para imigrantes no país e dar-se-ia preferência às pessoas residentes nas contratações de trabalho, noticiou o portal swissinfo na altura.

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