português na suíça
Vitória do "sim" no referendo da Suíça "irá influenciar a comunidade portuguesa"
14 jun, 2026 - 12:18 • Teresa Almeida
Referendo decide se o país deve limitar a população residente a dez milhões de pessoas até 2050. A proposta, apresentada pela direita nacionalista, é contestada pelo conselheiro português na Suíça, que defende que a economia suíça depende da mão-de-obra estrangeira.
João Figueiredo, conselheiro português na Suíça, defende que a imigração não é um peso para a economia.
“Isso é uma falsa questão porque os trabalhos mais complicados, menos atrativos, os trabalhos mais duros, é tudo feito por estrangeiros. Se formos para a construção, para a agricultura, para as limpezas, é tudo feito por imigrantes”, diz João Figueiredo à Renascença, no dia em que os suíços votam em referendo uma proposta que pretende limitar a população residente a dez milhões de pessoas até 2050.
O conselheiro português espera uma vitória do “não”, mas admite que a sociedade suíça está dividida perante uma proposta que toca num dos temas mais sensíveis da política do país: a imigração.
Se o “sim” vencer, as consequências poderão chegar também à comunidade portuguesa, apesar de os portugueses estarem bem integrados e serem bem vistos na Suíça.
"A comunidade portuguesa na Suíça está muito bem referenciada. Viemos para aqui para trabalhar. Mas uma vitória do ‘sim’ irá influenciar a comunidade portuguesa. Se calhar, nem tanto aqueles que já estão e já têm residência fixa, mas seria mais complicado para aqueles novos que pensam em vir”, diz Figueiredo.
A iniciativa de referendo foi apresentada pela direita nacionalista sob o argumento de que o crescimento demográfico está a aumentar a pressão sobre a habitação, as infraestruturas, os serviços públicos e o mercado de trabalho.
A proposta é vista pelos seus defensores como resposta à sobrelotação e ao aumento do custo de vida.
- Noticiário das 17h
- 17 jul, 2026






