Acordo com o Irão "está completamente assinado", diz Trump
15 jun, 2026 - 18:33 • Reuters
O líder democrata no Senado norte-americano apelou a Trump para divulgar os detalhes do acordo e prestar esclarecimentos ao Congresso.
O memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão já foi assinado, disse esta segunda-feira o Presidente norte-americano.
“O acordo está completamente assinado. E o estreito [de Ormuz] já está parcialmente reaberto”, declarou Donald Trump pouco depois de chegar a Évian, em França, para participar na cimeira do G7, que reúne algumas das maiores economias do mundo.
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O líder norte-americano saudou o entendimento que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, onde um bloqueio de três meses ao fornecimento de petróleo do Golfo provocou perturbações significativas na economia mundial.
A cerimónia oficial de assinatura do acordo está marcada para sexta-feira, em Genebra, situada a cerca de uma hora de viagem ao longo da margem do lago a partir do local da cimeira, nos Alpes franceses.
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Questionado sobre quando o conteúdo do memorando será tornado público, Trump respondeu: “Provavelmente muito em breve. Diria que algum tempo depois de sexta-feira... Creio que será num futuro muito próximo.”
O líder democrata no Senado norte-americano, Chuck Schumer, do estado de Nova Iorque, apelou a Trump para divulgar os detalhes do acordo e prestar esclarecimentos ao Congresso.
“O povo americano merece conhecer os detalhes e ter total transparência — o que contém exatamente este ‘entendimento’? Os militares continuarão expostos ao perigo? E o que ganhámos realmente com a guerra de Trump?”, questionou Schumer, em comunicado.
Num primeiro sinal da fragilidade do acordo, Israel — que iniciou o conflito juntamente com os Estados Unidos em fevereiro e não foi consultado nas negociações para o seu encerramento — atingiu um automóvel com um drone no sul do Líbano, onde tem combatido o movimento Hezbollah, aliado do Irão.
Teerão afirmou que o acordo exige a cessação total das hostilidades nessa região. Já Israel sustenta que mantém o direito de realizar operações militares sempre que o considere necessário.
Os preços do petróleo registaram uma forte queda perante a perspetiva de normalização do abastecimento energético global, enquanto os mercados bolsistas dispararam, com alguns índices a atingirem novos máximos históricos.
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