G7
"Sem mim, não havia Israel." Trump envia recados para Netanyahu e Irão
16 jun, 2026 - 12:55 • Ana Kotowicz
Netanyahu afirmou que as suas tropas permanecerão no sul do Líbano a combater o Hezbollah. Trump sugere que a Síria poderia fazer um "trabalho melhor".
Teerão nunca será autorizado a desenvolver uma arma nuclear. Essa parte é "inequívoca" no acordo de cessar-fogo, garantiu o Presidente norte-americano esta terça-feira. O que não é tão evidente para Donald Trump é que Israel esteja a ter sucesso na luta contra o Hezbollah no Líbano. “Sugeri a Israel que deixasse a Síria tratar do Hezbollah porque, para ser sincero, penso que fariam um trabalho melhor.”
Donald Trump falava à margem da cimeira do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, com presença da União Europeia) que decorre na cidade francesa Evian-les-Bains.
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Médio Oriente
"O acordo de Trump não nos vincula." Israel fora do acordo dos EUA com o Irão
"Estamos profundamente gratos ao Presidente Trump.(...)
Questionado sobre se o cessar-fogo pode sobreviver se Israel continuar a atacar o Líbano, Trump disse que sim. “Considero que essa é uma guerra menor. O Irão é o grande problema, mas temos aquele pequeno foco de atenção que constantemente ressurge, que é o Hezbollah”, disse aos jornalistas.
Ao final da noite de domingo, Washington e Terrão anunciaram um memorando de entendimento para um cessar-fogo — que deverá ser assinado sexta-feira em Genebra, Suíça. No entanto, vários membros do Governo de Israel têm dito que Telavive está fora do acordo.
O próprio Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelita, disse na segunda-feira à noite que pretende manter tropas na zona tampão com o Líbano "durante o tempo que for necessário".
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Netanyahu "deve ser mais responsável" em relação ao Líbano
Trump garantiu que tem “uma ótima relação” com Benjamin Netanyahu, mas deixou um aviso ao aliado (que nas últimas semanas não tem feito a vontade do Presidente aliado): “Sem os Estados Unidos não haveria Israel. Sem mim, não haveria Israel, porque nenhum outro Presidente estaria disposto a fazer o que eu fiz.”
Além disso, defendeu que Netanyahu "deve ser mais responsável" em relação ao Líbano.
Antes de reunir-se com o emir do Qatar, Tamim bin Hamad Al Thani, à margem da cimeira do G7 em França, Trump defendeu o memorando de entendimento de 14 pontos celebrado com o Irão, do qual não se conhecem detalhes.
“A única coisa que realmente me importa é que o Irão nunca terá uma arma nuclear, e isso está dito de forma inequívoca”, afirmou aos jornalistas, advertindo que “o inferno cairá sobre o Irão", se insistir em adquirir uma.
- Noticiário das 13h
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