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Guerra na Ucrânia

Costa inicia contactos diplomáticos com a Rússia

17 jun, 2026 - 17:22 • Ricardo Vieira, com Reuters

O objetivo destes contactos é “abrir canais de comunicação”, mas “nada foi discutido em termos substantivos”, revela fonte europeia.

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O gabinete do presidente do Conselho Europeu, António Costa, manteve nas últimas semanas “breves contactos a nível diplomático” com a Rússia, revelou esta quarta-feira uma fonte da União Europeia citada pela agência Reuters.

O objetivo destes contactos é “abrir canais de comunicação”, mas “nada foi discutido em termos substantivos”, afirmou a mesma fonte, que falou sob condição de anonimato.

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“Em qualquer cenário futuro, a União Europeia tem interesses específicos que terão de ser defendidos. Por isso, é importante ter canais diplomáticos estabelecidos com a Rússia.”

A mesma fonte sublinha que “a União Europeia não é mediadora” e “apoia a Ucrânia nos seus esforços para alcançar uma paz justa e duradoura”.

Nas últimas semanas, os líderes europeus intensificaram as discussões sobre a possibilidade de conversações diretas com a Rússia relativamente à guerra na Ucrânia e a questões mais amplas de segurança, após anos de isolamento diplomático de Moscovo.

No entanto, ainda não foi alcançada uma posição comum e alguns países manifestaram reservas quanto ao envolvimento em negociações com Moscovo. Até ao momento, os Estados Unidos têm liderado os esforços diplomáticos para alcançar um acordo de paz entre a Ucrânia e a Rússia.

Alguns dirigentes europeus também se têm oposto às tentativas do Reino Unido, da França e da Alemanha — o chamado grupo E3 — de assumirem a liderança diplomática europeia em qualquer diálogo com Moscovo.

A primeira-ministra italiana voltou esta quarta-feira a defender a nomeação de um único enviado da União Europeia para gerir os contactos com a Rússia sobre a Ucrânia. Giorgia Meloni sugeriu que essa personalidade não deveria ser oriunda de um dos grandes países europeus.

Falando aos jornalistas no final de uma cimeira do G7, realizada em França, a líder italiana afirmou que a proliferação de grupos diplomáticos no seio da Europa corre o risco de gerar confusão, tornando importante encontrar uma voz única para representar o bloco nas relações com a Rússia.

“Seria muito difícil avançar com alguém proveniente de um dos maiores países europeus”, declarou. “Na minha opinião, propor um desses candidatos tornaria mais difícil alcançar um consenso. Por isso, procuraria antes uma personalidade oriunda das potências médias da União Europeia.”

Em declarações na conferência do G7, em Evian, o Presidente francês, Emmanuel Macron, disse que Donald Trump e outros líderes do G7 reconheceram que a Rússia não quer a paz com a Ucrânia.

Isto mostra “uma mudança real de perspetiva” dos Estados Unidos em relação à guerra na Ucrânia, afirmou Macron.

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