Investigador identifica em tribunal suspeito de assassinar Charlie Kirk
07 jul, 2026 - 17:15
Tyler Robinson esteve pelo menos quatro vezes na Universidade de Utah Valley, nos dias que antecederam o ataque. Arrisca ser condenado a pena de morte.
Um investigador do estado do Utah identificou na segunda-feira, em tribunal, Tyler Robinson como o suspeito que, segundo as imagens de videovigilância, esteve quatro vezes no campus da universidade no dia em que o conhecido ativista conservador norte-americano Charlie Kirk foi mortalmente baleado enquanto debatia com estudantes.
Numa audiência crucial de um dos casos de homicídio mais mediáticos dos Estados Unidos, o agente David Hull afirmou que os investigadores utilizaram imagens de videovigilância para reconstruir os movimentos de Robinson em 10 de setembro de 2025, depois de terem descoberto a sua identidade quando este informou a polícia de que estava disposto a entregar-se.
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Charlie Kirk foi morto a tiro no ano passado durante uma sessão na Universidade de Utah Valley, onde participava num dos debates que ajudaram a mobilizar jovens eleitores e contribuíram para a reeleição do Presidente Donald Trump.
Hull explicou que a polícia identificou o Dodge Challenger prateado de Robinson depois de consultar os dados da sua carta de condução, concluindo que o suspeito esteve no campus por duas vezes antes do tiroteio, voltou no momento em que ocorreu o ataque e regressou posteriormente.
O procurador do condado de Utah, David Sturgill, perguntou a Hull se conseguiria reconhecer a pessoa que aparecia nas imagens de videovigilância caso estivesse presente na sala de audiências. O investigador respondeu afirmativamente.
"Acredito que o senhor Robinson está sentado entre a senhora Nester e o outro advogado de defesa, com um casaco de fato cinzento, gravata escura e camisa de cor clara", afirmou Hull, referindo-se à advogada de defesa Kathryn Nester.
Ao longo da audiência preliminar, que deverá durar uma semana, os procuradores estão a apresentar provas para demonstrar que Robinson, de 23 anos, deve ser julgado por alegadamente ter disparado o tiro que matou Kirk na universidade, nos arredores de Salt Lake City.
A acusação já anunciou que pretende pedir a pena de morte.
A viúva de Kirk, Erika Kirk, e outros familiares assistiram à audiência, mas abandonaram a sala antes de os procuradores exibirem os vídeos do momento do homicídio.
Foi a primeira vez que Erika Kirk esteve na mesma sala que Robinson, acusado de ter conduzido durante cerca de quatro horas desde a cidade de Washington, no Utah, para matar Kirk, de 31 anos. Também estiveram presentes familiares de Robinson e Donald Trump Jr., filho do Presidente norte-americano.
A dada altura, o juiz do Tribunal Distrital, Tony, estremeceu ao ver o momento em que Kirk foi atingido pelo disparo. O ecrã da sala foi posicionado de forma a impedir que as imagens fossem transmitidas na emissão em direto. A acusação argumentou que o vídeo era demasiado gráfico para ser divulgado ao público.
Outra testemunha, Chris Bagley, agente da polícia da universidade que estava de serviço no dia do homicídio, afirmou que correu para um edifício do campus de onde acreditava ter sido efetuado o disparo e subiu quatro lanços de escadas até ao terraço. Segundo Bagley, encontrou no cascalho marcas que pareciam ter sido deixadas por cotovelos, joelhos e pés, sugerindo que alguém ali esteve deitado em posição de tiro.
- Noticiário das 10h
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