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"A crise não é passado". Caritas diz que impostos cresceram e preço das casas é vergonhoso

08 jan, 2020 - 07:36 • Lusa

Eugénio Fonseca ressalvou que Portugal "está melhor do que em 2010 e em 2014", mas há gente que é pobre apesar de trabalhar.

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O presidente da Caritas Portugal avisou que a crise no país ainda é uma realidade, criticou o crescimento dos impostos indiretos e classificou de vergonhoso os preços praticados na habitação a nível nacional.

"A crise não é passado", sublinhou Eugénio Fonseca, à margem de uma visita a Macau, no âmbito do reforço das relações com a Caritas local.

O responsável disse que "é vergonhoso o que está a acontecer com a habitação", lamentando os altos preços praticados no mercado imobiliário, "não só no Grande Porto e na Grande Lisboa", que "estão a atirar as pessoas para as periferias".

Eugénio Fonseca ressalvou que Portugal "está melhor do que em 2010 e em 2014", que o emprego cresceu, mas destacou que é preciso perceber qual a sua natureza, se é "estável ou precário".

Contudo, lamentou, os dados de novembro do Instituto Nacional de Estatística (INE) demonstram que "há gente que é pobre apesar de trabalhar, de ter um emprego".

Por outro lado, "há um crescimento dos impostos indiretos" com impacto no rendimento das famílias, dificultando a resposta dos agregados em situações imprevistas e de emergência, sustentou.

As declarações de Eugénio Fonseca foram feitas após um encontro no Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, acompanhado pelo responsável pela Caritas de Macau, Paul Pun.

A visita que termina na sexta-feira serve para reativar a colaboração com a congénere de Macau, com a qual a Caritas Portugal vai desenvolver projetos conjuntos em países como São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Guiné-Bissau, no âmbito da qualificação de quadros qualificados.

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