Covid-19
Governo garante cuidados intensivos "muito aquém" do limite
24 jun, 2020 - 15:39 • Redação
Hospital Amadora-Sintra tem 87% das camas de internamento em cuidados intensivos ocupadas, mas a situação está a ser gerida em conjunto com outras unidades de saúde, explica a secretária de Estado da Saúde.
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A rede hospitalar da região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) não está sobrecarregada, ao ponto de pôr em risco a assistência a quem precisa, garante a secretário de Estado Adjunta e da Saúde, Jamila Madeira.
Apesar dos números de novas infeções por Covid-19 nesta zona do país, a governante assegura que a capacidade dos hospitais não está em causa.
“O facto de o Serviço Nacional de Saúde funcionar em rede permite assegurar que a capacidade de internamento em cuidados intensivos está muito aquém na região de Lisboa quer noutras regiões, estamos muito longe disso. Todos os hospitais da região de Lisboa estão a suprir as carências quando elas se revelam”, disse Jamila Madeira na conferência de imprensa de balanço da pandemia.
A secretária de Estado adiantou que, no caso do Hospital Amadora-Sintra, 87% das camas de internamento em cuidados intensivos estão ocupadas.
“A capacidade ainda não está saturada, está num nível que temos de controlar, mas funcionar em rede com os outros hospitais”, sublinhou.
Jamila Madeira assegura, por outro lado, que a pandemia de Covid-19 em Lisboa e Vale do Tejo não está descontrolada.
“A situação que se vive em LVT está a ser trabalhada como uma situação que não está fora de controlo e está a ser trabalhada com um foco para evitar situações dramáticas. É por isso que estão a ser focadas todas estas medidas de uma maneira descentralizada e muito focada. Descentralizada no sentido de ir aos pontos do problema”, salientou.
Na mesma linha, o Presidente da República nega qualquer descontrolo da pandemia de Covid-19 e defende "medidas específicas" e "atuação rápida" para travar a evolução da doença na região de Lisboa e Vale do Tejo. Marcelo Rebelo de Sousa falava esta quarta-feira no final de uma reunião com especialista, que teve lugar na sede no Infarmed, em Lisboa.
O chefe de estado reagiu, assim, às declarações de Fernando Maltez à Renascença. O diretor de infecciologia do Hospital Curry Cabral, em Lisboa, disse que a situação em LVT "está descontrolada", mas não é dramática e pode ser revertida com as medidas certas e comportamentos mais responsáveis.
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