Fornelos
Incêndio em Ponte de Lima está a ceder, mas bombeiros temem reacendimentos ao longo do dia
15 jul, 2020 - 09:31 • Anabela Góis e Lusa
O incêndio deflagrou na terça-feira à noite, na freguesia de Fornelos.
O incêndio que deflagrou, na terça-feira à noite, na freguesia de Fornelos, Ponte de Lima, encontra-se controlado, mas o comandante dos bombeiros teme que poderá ocorrer um agravemento das chamas ao longo dia.
"O fogo está a ceder aos meios de combate. Acredito que o consigamos controlar, mas momentaneamente, sobretudo devido às temperaturas previstas e ao vento que ainda se faz sentir e que poderá agravar durante o dia. Poderemos ter aqui alguns reacendimentos que nos poderão preocupar”, conta à Renascença o comandante dos bombeiros de Ponte de Lima, Carlos Lima.
Durante a noite houve casas em risco, agora - e de acordo com comandante dos bombeiros - a prioridade é proteger a zona industrial da Queijada.
"“Neste momento, não temos qualquer habitação em risco. Tivemos durante a noite e foram devidamente protegidas. Decidimos, antecipadamente, proteger as habitações", refere.
Na manhã desta quarta-feria, foram acionados quatro meios aéreos pesados para apoiar os 141 operacionais que combatem o incêndio.
"Já foram acionados quatro meios aéreos de combate ampliado. Quando começarem a atuar no teatro de operações, contamos conseguir dominar as chamas nas próximas horas. O vento forte que se tem feito sentir tem sido a principal dificuldade dos bombeiros. O fogo é levado pelo vento, o que dificulta o combate", afirmou Carlos Lima à Lusa.
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"Temos uma frente de fogo perto da zona industrial. Não há fábricas afetadas, mas a nossa preocupação é proteger as unidades fabris", disse.
Carlos Lima adiantou que, durante a noite, "o fogo chegou a ter três frentes ativas que causaram alguma tensão junto de habitações, mas os operacionais no terreno conseguiram dominar as chamas".
"Para já, não há feridos nem danos materiais a registar. O fogo tem uma única frente, que arde em zona de eucaliptal e mato", referiu.
No combate às chamas estão evolvidos 140 operacionais e 46 viaturas de várias corporações dos distritos de Viana do Castelo, Braga e Porto.
A secretária de Estado da Administração Interna alertou, na terça-feira, para “um cenário meteorológico muito complicado” nos próximos dias, com um potencial de ocorrências de incêndios florestais “difíceis de gerir” e que se podem tornar “quase catastróficos”.
Patrícia Gaspar avisou a população que junto aos espaços florestais “é completamente proibido o uso do fogo”.
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