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​Carga policial nos Aliados. PSP “não fez aviso”, “montou um cerco” e “bateu”

16 jul, 2020 - 17:50 • Cristina Nascimento

Festejos do título do Futebol Clube do Porto terminaram com uma intervenção musculada da PSP. Autoridades dizem que fizeram o necessário “de forma a evitar o pior”.

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A carga policial que se registou na quarta-feira à noite na Avenida dos Aliados, no Porto, aconteceu sem qualquer aviso prévio às pessoas que ali se encontravam. A garantia é dada à Renascença por uma testemunha que esteve no local a festejar o título de campeão nacional de futebol.

Duarte (nome fictício), 23 anos, diz que foi um dos primeiros a chegar aos Aliados e que os festejos estavam a correr de forma ordeira.

“Não estava quase ninguém na rua, as pessoas estavam dentro dos carros”, descreve. O problema, diz, foi quando a polícia decidiu cortar o trânsito na zona.

“A partir do momento em que se corta o trânsito, acho normal, depois de há tanto tempo as pessoas estarem fechadas em casa, quererem festejar de alguma maneira. Cortando o trânsito, é normal que as pessoas fossem para os Aliados a pé”, explica.

Com a acumulação de pessoas nos Aliados, a polícia interveio durante a madrugada.

“Primeiro foi um cerco por parte da polícia e depois literalmente começar a bater nas pessoas, de todas idades e de qualquer sexo”, diz.

Questionado sobre se a polícia apelou ao distanciamento social e ao uso de máscara, Duarte garante que não foi feito qualquer aviso.

“Nada. A polícia simplesmente disse ‘vão para casa’”, garante. Duarte diz que não é contra uma carga policial, mas discorda que seja feita “sem um aviso, sem um discurso, sem nada”.

Esta testemunha ouvida pela Renascença diz que há muito tempo que acompanha o Futebol Clube do Porto e considera que o tipo de violência a que assistiu nos Aliados nada tem a ver com o atual cenário da Covid-19. Duarte diz que a violência policial junto de adeptos de futebol é constante.

“A polícia olha para o futebol como um desporto marginal. Não sei se daqui a dois meses na Festa do Avante se a polícia também vai dispersar as pessoas ou se dispersou as pessoas no espetáculo do Bruno Nogueira”, queixa-se.

PSP atuou para evitar o pior

Contactada pela Renascença, a PSP do Porto garante que fez a intervenção necessária “de forma a evitar o pior”. As autoridades detiveram duas pessoas e há registo de um agente da PSP ferido, mas sem gravidade.

Sobre a falta de aviso antes da carga policial, a PSP do Porto não comenta o sucedido, por não ter informação sobre esse detalhe da operação.

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  • Filipe
    16 jul, 2020 évora 23:16
    É já normal em Portugal as forças de segurança agirem como capangas de Hitler , hoje são chefiadas por gaiatos dementes ... apoiados por Ministério Públicos agentes dos Tribunais da Santa Fé , desgraçados dos que são apanhados por essa gente . Nem sabem que o Estado de Calamidade ou Alerta ou o raio que os parta , não permite controlar ajuntamentos , invade a privacidade e liberdade consagrada na Constituição da República Portuguesa . Nem sei como todos os dias não aparecem casos mais graves como a chacina premedita homicida do cidadão Ucraniano por parte do SEF , lamentar estes 10 últimos anos de formação de Magistrados e forças de segurança na semelhança da doutrina neo nazi . Em vez de vacina para o Covid - 19 , muita gente devia tomar a vacina contra a Raiva ao seu semelhante , até espumam da boca enquanto não o espezinham até mais não ... vergonhosos .

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