Aumenta o número de cursos com desemprego zero
17 jul, 2020 - 23:55 • Fátima Casanova
Se o mais importante no momento de escolher o curso é garantir um emprego, saiba que há dezenas em Portugal sem registo de desempregados. A escolha é grande e passa pelas áreas da saúde, educação e engenharias.
Em Portugal, há 68 cursos e mestrados integrados sem registo de desempregados no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), mais cinco formações do que no ano anterior.
Os dados, disponíveis no portal Infocursos, revelam a percentagem de recém-diplomados registados como desempregados, mas não especificam se encontraram trabalho na área em que se formaram.
A taxa de desemprego, apresentada pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), teve em consideração os diplomados entre os anos letivos de 2015/16 e 2018/19, apresentado uma média e não apenas os valores de um ano letivo.
Quais são os cursos com menos desempregados?
Entre os 68 cursos com desemprego zero, mais de metade são lecionados em universidades e politécnicos públicos.
Um total de 29 são lecionados em instituições de ensino privado, onde se destaca a Universidade Católica Portuguesa, com oito cursos, entre eles Teologia, Psicologia, Conservação e Restauro e Estudos Portugueses e Espanhóis, com todos os 562 recém-diplomados a trabalhar.
Quanto ao ensino público, a Universidade de Lisboa destaca-se com nove cursos na lista, entre eles Medicina, Arquitetura e cinco cursos de Engenharia do Instituto Superior Técnico. Os 2.575 alunos que se formaram estão todos a trabalhar.
Ensino Superior: Já está disponível a versão 2020 do infocursos
Para apoiar os alunos que querem prosseguir estudo(...)
Os Institutos Politécnicos também marcam presença nesta tabela sem desempregados, com outros nove cursos onde todos os diplomados estão a trabalhar. Destaque para o de Setúbal e do Porto com dois cursos cada, que têm pleno emprego.
Quanto a áreas de formação, há para todos os gostos, desde a já falada Medicina, Enfermagem, Educação Básica, Matemática, Biologia e várias engenharias: Engenharia Informática, Engenheira Física Tecnológica e Engenharia Naval e Oceânica, só para darmos alguns exemplos.
Quais os cursos com mais desempregados?
Do outro lado da tabela, há 62 cursos com uma taxa de desemprego igual ou superior a 10%, entre eles, há cinco que têm mesmo uma taxa superior a 15%.
Trata-se do curso de Serviço Social da Universidade Católica Portuguesa, e os outros quatro são lecionados por Institutos Politécnicos, sendo que três são lecionados no da Guarda.
Quanto a áreas de formação, Serviço Social é uma das licenciaturas que mais se repete com taxas de desemprego elevadas, independentemente da instituição onde é lecionado.
Também Turismo, Solicitadoria, Marketing estão entre os cursos com taxa de desemprego mais elevadas.
O problema do desemprego nem sempre está no curso. Por exemplo, Arquitetura da Universidade de Évora regista uma taxa de desemprego de 10,7%. Entre os 42 diplomados só quatro estão a trabalhar, mas o mesmo curso lecionado na Universidade de Lisboa tem desemprego zero entre os 177 alunos.
O mesmo acontece com o curso de Psicologia, que tirado no Instituto Universitário Egas Moniz ou na Universidade Católica Portuguesa - instituições privadas - tem pleno emprego, enquanto o que é lecionado na Universidade do Minho, entre os 295 licenciados, só 43 conseguiram um emprego.
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