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Covid-19

Dos 400 investigadores que pediram acesso aos dados da DGS, apenas 50 os receberam

20 jul, 2020 - 16:03 • Joana Gonçalves

A Direção-Geral da Saúde disponibiliza, desde abril, um formulário de acesso aos dados da Covid-19 a investigadores que procurem acompanhar ou desenvolver estudos sobre a evolução da epidemia em Portugal.

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Dos cerca de 400 investigadores que, desde abril, preencheram um formulário de pedido de acesso aos dados da pandemia em Portugal, apenas 50 receberam uma resposta positiva da Direção-Geral de Saúde (DGS).

A informação foi avançada por Diogo Cruz, subdiretor-geral da Saúde, em resposta à Renascença, durante a conferência de imprensa desta segunda-feira.

“Como sabemos, a DGS disponibilizou um formulário no site oficial para as pessoas mostrarem o seu interesse, na sequência de uma resolução de conselho de ministros. A ideia que tenho é que recebmos cerca de 400 pedidos de interesse e entrámos em contacto com todos os investigadores para formalizar o pedido”, explica.

“Obtivemos mais ou menos 80 respostas para completar o processo. De todos os que completaram o processo, que são mais de 50, foram-lhe disponibilizados os dados”, garante o subdiretor-geral da Saúde.

Diogo Cruz adianta, ainda, que a base de dados que jé foi fornecida a estes investigadores está a ser atualizada e “nas próximas semanas receberão uma base atualizada com todos os dados”.

Na semana passada, Ricardo Baptista Leite tinha já criticado a estratégia adotada pela DGS na gestão dos dados sobre a pandemia em Portugal.

“Várias entidades universitárias, incluindo a Universidade Católica, fizeram pedidos e foram negados. Nunca nos foi cedido. Tenho registo na Ordem das centenas de casos pedidos de universidades para potenciais estudos ou acompanhamento da epidemia em que essa informação não foi dispensada, o que me parece prejudicar este esforço nacional”, afirmou em entrevista à Renascença.

“A informação é a única vacina que nós temos e, nesse sentido, se tivermos um conjunto de personalidades, sejam políticos, universidades, jornalistas ou os portugueses em geral a terem acesso a essa informação, todos podemos contribuir e ter uma melhor noção da gravidade da situação e da sua evolução”, defendeu o médico e deputado do PSD.

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