Incêndios
Ponte de Lima. Autarca quer reforço da vigilância face a “situação incomportável”
26 jul, 2020 - 09:45 • Marta Grosso
Em apenas duas semanas, o concelho registou 38 incêndios. O mais recente começou no sábado de manhã e foi extinto na madrugada deste domingo.
O presidente da Câmara de Ponte de Lima apela a uma investigação à origem dos incêndios no concelho.
Vítor Mendes suspeita da quantidade de fogos que atingiram o seu concelho nos últimos dias e pede um reforço de meios, tanto de combate a incêndios como de vigilância.
“É fundamental que, para além de termos mais meios para fazer face a estes incêndios, possamos ter aqui agentes da Polícia Judiciária a tempo inteiro e também a ajuda dos nossos militares”, afirma o autarca.
Vítor Mendes acredita que, desse modo, seja possível “controlar esta situação que começa a preocupar-nos sobremaneira”.
Em apenas duas semanas, Ponte de Lima registou 38 incêndios. “É uma situação incomportável”, afirma à agência Lusa.
"Andamos há duas semanas com incêndios todos os dias em zonas dispares. Temos assistido a quatro ou cinco incêndios por dia. Não há recursos em quantidade suficiente e apesar do empenho de todos estamos a chegar a uma situação limite", acrescenta.
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O último incêndio começou na manhã de sábado, em Fojo Lobal, e propagou-se às freguesias de Facha, Cabaços e Vitorino de Piães. As chamas foram controladas durante a madrugada deste domingo.
O autarca não hesita em falar em mão criminosa e revela que já pediu a intervenção do Ministério da Administração Interna. Do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, Vítor Mendes diz ter recebido uma mensagem a manifestar "solidariedade e preocupação".
No sábado, os dois incêndios que assolaram o concelho mobilizaram mais de duas centenas de operacionais e chegaram "muito próximos de habitações", segundo o presidente da Câmara.
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