Coronavírus
Dois terços dos 119 surtos ativos em Lisboa e Vale do Tejo estão na Área Metropolitana
27 jul, 2020 - 19:47 • Lusa
A generalidade de Portugal continental entrou no dia 1 de julho em situação de alerta devido à pandemia de Covid-19, com exceção da Área Metropolitana, que passou para o estado de contingência.
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Dois terços dos 119 surtos ativos de Covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) registam-se na Área Metropolitana de Lisboa (AML), disse esta segunda-feira o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.
“Relativamente à AML, estamos a falar de cerca de dois terços desses surtos ativos”, revelou Eduardo Cabrita, no final de uma reunião de acompanhamento da “estratégia de prevenção e controlo da Covid-19 na Área Metropolitana de Lisboa”, com Governo e autarcas, quando questionado sobre quantos dos 119 surtos ativos em LVT se concentram na AML.
Depois de ter admitido que todos os concelhos da Área Metropolitana de Lisboa possam vir a ser colocados “na situação de contingência”, porque “não há hoje razões para distinguir” os municípios de Lisboa, Loures, Amadora, Sintra e Odivelas (que continuam com 19 freguesias em situação de contingência), o ministro da Administração Interna revelou que se passou de uma média de 350 a 400 novos casos diários há um mês para cerca de 170 na última semana na região de LVT.
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Ainda segundo o ministro da Administração Interna, “o fator R”, que indica o número de pessoas a quem um infetado, em média, transmite o vírus, varia entre os 0,7 e os 0,8 nos cinco municípios da AML que têm ainda freguesias em situação de calamidade.
Ou seja, referiu, “cada novo caso tem uma capacidade de infeção, de propagação da doença, inferior a um”.
“Há uma redução do número de casos, quer dos casos ativos, quer dos novos casos em todos os cinco municípios”, enfatizou, apontando também uma “estabilização de casos muito significativa em Sintra e na Amadora”.
Relativamente a Loures, os valores estão “claramente abaixo dos verificados no início da adoção de medidas”, enquanto a freguesia de Santa Clara, a única em situação de calamidade no concelho de Lisboa, está num “nível muito próximo do número de casos registados noutras freguesias da cidade, acrescentou.
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“São estes resultados que queremos consolidar, este esforço vai ser mantido plenamente durante o mês de agosto, o que estamos a trabalhar ativamente é pela consolidação dos bons resultados”, salientou.
A generalidade de Portugal continental entrou no dia 1 de julho em situação de alerta devido à pandemia de Covid-19, com exceção da Área Metropolitana, que passou para o estado de contingência.
Nesta zona, que é constituída por 18 municípios, 19 freguesias de cinco concelhos – Loures, Amadora, Odivelas, Lisboa e Sintra – permaneceram em estado de calamidade.
Estes três níveis, que correspondem a diferentes restrições ao desconfinamento, estão em vigor até às 23h59 de 31 de julho.
As 19 freguesias que estão em estado de calamidade são: Santa Clara (Lisboa), as quatro freguesias do município de Odivelas (Odivelas e as uniões de freguesias de Pontinha e Famões, Póvoa de Santo Adrião e Olival Basto, e Ramada e Caneças), as seis freguesias do concelho da Amadora (Alfragide, Águas Livres, Encosta do Sol, Mina de Água, Venteira e União de Freguesias de Falagueira e Venda Nova), seis freguesias de Sintra (uniões de freguesias de Queluz e Belas, Massamá e Monte Abraão, Cacém e São Marcos, Agualva e Mira Sintra, Algueirão-Mem Martins e a freguesia de Rio de Mouro) e duas freguesias de Loures (uniões de freguesias de Sacavém e Prior Velho, e de Camarate, Unhos e Apelação).
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