Terceira fase de desconfinamento
Escolas, teatros, centros comerciais. Saiba o que reabre segunda-feira
15 abr, 2021 - 18:30 • Redação
Primeiro-ministro anunciou que a reabertura prossegue "na generalidade do país", à exceção de 10 concelhos com mais de 120 casos de Covid-19 por 100 mil habitantes.
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A nova fase de desconfinamento avança segunda-feira na "generalidade do território nacional", anuncia o primeiro-ministro, António Costa, mas 10 concelhos recuam ou ficam na segunda fase.
O Conselho de Ministros aprovou, esta quinta-feira, as medidas para a terceira fase de desconfinamento da pandemia de Covid-19.
Por terem uma taxa de incidência acima de 120 casos de Covid-19 por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, não avançam para a terceira fase Alandroal, Albufeira, Carregal do Sal, Figueira da Foz, Marinha Grande e Penela, revelou António Costa.
Beja foi inicialmente incluída neste grupo, mas depois a Direção-Geral da Saúde corrigiu a incidência foi o município alentejano avança para a terceira fase.
Voltam às regras anteriores da primeira fase de desconfinamento quatro concelhos com mais de 240 casos por 100 mil habitantes: Moura, Odemira, Portimão e Rio Maior.
Nestes quatro concelhos a circulação entre municípios volta a estar proibida, salvo as exceções previstas, nomeadamente por motivos profissionais ou de saúde, entre outros.
Sete concelhos não desconfinam, quatro voltam para trás
O Governo tinha avisado e Costa anunciou hoje que (...)
Os alunos do ensino secundário e do ensino superior regressam às escola mesmo nos concelhos onde o desconfinamento recua ou faz uma pausa, explica António Costa.
O primeiro-ministro diz que ficam em situação de vigilância nos próximos 15 dias um total de 13 concelhos que subiram para 120 casos por 100 mil habitantes: Aljezur, Almeirim, Barrancos, Mêda, Miranda do Corvo, Miranda do Douro, Olhão, Paredes, Penalva do Castelo, Resende, Valongo, Vila Franca de Xira e Vila Nova de Famalicão.
As fronteiras com Espanha vão continuar encerradas por mais duas semanas, até 30 de abril, anunciou António Costa. Quanto aos voos, mantêm-se “os critérios que estão em vigor". Ou seja, é exigido teste negativo à Covid-19 para viajantes oriundos de países com situação epidemiológica controlada, como o Reino Unido. No caso de países onde a pandemia está descontrolada, como o Brasil, além do teste negativo, os passageiros terão de cumprir um período de quarentena.
Estado de Emergência
Dever de recolhimento "é para manter". Sempre que possível, "ficamos em casa", apela Costa
António Costa elogia a população, que tem acatado (...)
O primeiro-ministro deu uma má notícia aos adeptos de desporto: "é evidente que antes da próxima época, seguramente, não haverá adeptos nos estádios. Creio que isso é uma questão que está resolvida e clara", disse em resposta a uma pergunta da Renascença.
Na generalidade do país, a partir da próxima segunda-feira, 19 de abril, avança a terceira fase de desconfinamento.
Medidas da terceira fase de desconfinamento
- Regresso à escola dos alunos do ensino secundário e do ensino superior, mesmo nos concelhos de risco;
- Reabertura dos cinemas, teatros, auditórios, salas de espetáculos;
- Lojas de cidadão com atendimento presencial por marcação;
- Todas as lojas e centros comerciais;
- Restaurantes, cafés e pastelarias (máximo 4 pessoas por mesa no interior ou 6 por mesa em esplanadas), até às 22h30 nos dias de semana ou 13h00 nos fins-de-semana e feriados;
- Atividade física ao ar livre até 6 pessoas;
- Realização de eventos exteriores com diminuição de lotação (5 pessoas por 100 metros quadrados);
- Casamentos e batizados com 25% de lotação.
Dever de recolhimento é para manter
O primeiro-ministro avisa que o dever geral de recolhimento “é para manter”, apesar de a terceira fase de desconfinamento avançar na generalidade do país.
António Costa avisa que “as pessoas devem ter, na medida do possível, a contenção na circulação, nos contactos sociais, porque nós temos hoje uma incidência baixa porque os portugueses a conquistaram num processo de confinamento muito doloroso. E para a manter é continuar a ter os comportamentos o mais adequados possível”.
“Eu diria que sempre que possamos ficar em casa, ficamos em casa. Sempre que possamos diminuir os contactos sociais, devemos diminuir os contatos sociais de forma a evitar que a pandemia volte a crescer”, acrescentou.
O primeiro-ministro reconheceu uma evolução negativa do índice de transmissibilidade (Rt) desde o início do processo de desconfinamento, aproximando-se do “lado perigoso” da matriz de risco.
António Costa diz que o fim do estado de emergência no final do mês de abril depende da evolução da pandemia e disse que os critérios de medição do risco em cada concelho podem ser revistos no final de maio, quando estiver vacinada 96% da população na faixa etária com maior taxa de mortalidade de Covid-19.
O boletim diário da Direção-Geral da Saúde revela que, nas últimas 24 horas, registaram-se mais dois mortos e 501 infetados com Covid-19.
De acordo com o documento, o número de casos ativos desce ligeiramente (menos 43), para um total de 25.414.
Numa declaração ao país, na quarta-feira à noite, o Presidente da República pediu aos portugueses “mais um esforço para tornar impossível termos de voltar atrás, para que o estado de emergência caminhe para o fim, para que o desconfinamento possa prosseguir sempre com a segurança de que o calendário das restrições e os confinamentos locais, se necessários, garantem um verão e um outono diferentes”.
Na mensagem ao país em que explicou as razões para o 15.º estado de emergência, Marcelo Rebelo de Sousa apelou a que o desconfinamento siga “o seu curso de forma gradual e sensata”, lembrando que “quando o desconfinamento cria a sensação de alívio definitivo, o caminho que se segue ainda vai ser muito trabalhoso”, tanto no plano económico, mas, sobretudo, no plano da sociedade.
[notícia corrigida - circulação para fora do concelho proibida em quatro e não 11 municípios]
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