Ferrovia
Linha de Cascais entra em obras. Há duas alterações de horário
20 fev, 2023 - 06:00 • Cristina Nascimento
Intervenção vai prolongar-se durante dois ou três anos. Depois das obras, o objetivo é ligar a linha de Cascais à linha de cintura, em Lisboa, permitindo viajar para “novos destinos”.
A linha ferroviária que liga o Cais do Sodré a Cascais vai entrar em obras, o que vai obrigar, para já, a duas alterações de horário.
A partir desta segunda-feira e pelo menos até 17 de março, o último comboio com saída do Cais do Sodré parte nove minutos mais cedo – sai às 1h21; e o último comboio com saída de Cascais parte oito minutos mais tarde – sai à 1h08.
Em declarações à Renascença, o gestor do empreendimento da linha de Cascais, da Infraestruturas de Portugal (IP), explica que “é uma remodelação que já está a ser pensada há algum tempo”, reconhecendo “que terá impacto na vida da população e, acima de tudo, dos passageiros”.
“É uma obra que vai ter uma substituição integral da catenária existente e, portanto, vai ser uma obra que se vai estender por todos os 25 quilómetros da linha”, acrescenta.
A primeira fase da obra arranca esta semana. No total, a intervenção vai prolongar-se durante dois ou três anos. Nuno Mendes refere que, a cada fase da obra, corresponderão condicionamentos diferentes da circulação de comboios que ainda estão a ser definidos para “causar o mínimo impacto possível”.
Nuno Mendes ainda revela que esta intervenção representa “um investimento na ordem dos 77 milhões de euros, dos quais 50 milhões são financiados por fundos comunitários”.
Este responsável da IP lembra que esta “linha já tem muitos anos que padece de problemas crónicos” que agora serão resolvidos, assegura, lembrando que esses problemas têm “reflexo no dia a dia das populações, relativamente ao número de avarias que tem acontecido”.
“Vamos fazer uma infraestrutura praticamente nova, melhorar significativamente as condições de segurança e de fiabilidade do meio ferroviário”, descreve.
Nuno Mendes assegura ainda que “com a uniformização do sistema de sinalização e do sistema de energia de alimentação”, será possível, no futuro, ligar a linha de Cascais ao resto da rede ferroviária nacional, criando novas famílias de comboios e novos destinos”.
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