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Abusos de crianças. UNICEF pede "decisões urgentes" para combater realidade "muito mais ampla do que a da Igreja"

09 mai, 2023 - 09:30 • Fábio Monteiro , Pedro Valente Lima

Diretora de políticas da Infância e Juventude da UNICEF Portugal lamenta que não haja uma "perceção da urgência deste crime" no país. A organização estima que, na Europa, 10% a 20% das vítimas de violência sexual sofreram os abusos durante a infância.

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A UNICEF diz ser preciso "tomar decisões urgentes" sobre os abusos sexuais de crianças em Portugal, "realidade que é muito mais ampla do que aquela que acontece na Igreja".

Em declarações à Renascença, a diretora de políticas da Infância e Juventude da UNICEF Portugal, Francisca Magano, alerta para o facto de a violência sexual contra menores ser um fenómeno que não deve ser analisado caso a caso de modo a evitar "perder a visão através da criança".

"Desde 2019, o Comité dos Direitos da Criança diz ao Estado português, claramente, que é preciso adotar uma estratégia e responder a esta situação de abuso. E esta é uma oportunidade para refletirmos sobre a realidade, que é muito mais ampla do que aquela que acontece na Igreja, e tomar decisões urgentes."

É neste sentido que a responsável da UNICEF frisa que, "em Portugal, parece que ainda não temos a perceção da urgência deste crime, que afeta diariamente muitas crianças".

A partir desta terça-feira, a secção portuguesa deste organismo internacional de defesa dos direitos das crianças passa a disponibilizar um espaço online dedicado ao combate aos abusos sexuais de crianças em diversos contextos - familiar, escolar, desportivo, entre outros.

Entre as informações disponibilizadas na página, apresentam-se guias dirigidos aos pais, um curso online sobre como lidar com este tipo de situações e manuais com linhas orientadoras de ação, de maneira a combater esta forma de violência.

"Na UNICEF nós estimamos que uma em cada oito crianças no mundo foi abusada sexualmente antes dos 18 anos. E quando olhamos para os dados da Europa, estimamos que entre 10% a 20% das crianças são abusadas sexualmente na infância. Temos que efetivamente alertar para uma situação de violência muito grave", reforça Francisca Magano.

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  • Desabafo Assim
    09 mai, 2023 Porto 18:04
    Segundo as modas do momento, uma visão antropológica do ser humano em que não se deve rever por princípios cristãos, mas pelo que a natureza oferece é natural, é bom. Os argumentos apresentados pela parte negra faz com que semelhantes prática não sejam tão más como possam parecer, coisas que passam com o tempo, só não conseguem ver que não é assim na realidade, nada mais essa parte negra tem para oferecer além disso, isso, de matar almas imaculadas é o apogeu. Impõe-se então a questão, sendo este o clímax da besta não seria previsível causar o maior dano possível à vítima? Felizmente caminhamos com acompanhamento e esse acompanhamento ditará o fim, de outra forma voltaríamos a cometer os mesmos erros e o mesmo fim das gerações passadas.

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