reportagem
“O STOP nunca teve silêncio. Esta é uma casa com música”
22 set, 2023 - 09:59 • Isabel Pacheco
Adiado o encerramento do centro comercial STOP no Porto, previsto para esta sexta-feira. Arrendatários têm até 6 de outubro para desocuparem o espaço que serve de casa a quase 500 artistas.
Músico, compositor e professor, Marco Veiga é um dos resistentes que permanece no centro comercial STOP, no Porto, a poucos dias do fim do prazo dado para desocupar o edifício. Encontramo-lo na sala arrendada que, há 15 anos, é a sua segunda casa e o seu ganha-pão.
“É o meu ganha-pão e, ao mesmo tempo, a minha paixão. A partir daqui cortam-te as bases e não podes fazer o teu trabalho. Não temos culpa de não termos trabalhos mais convencionais”, aponta o portuense, que reconhece não ter espaço alternativo para trabalhar.
Sobre o centro comercial, que funciona há vinte anos como espaço cultural, Marco descreve como “um lugar mágico e de paixões” dos vários artistas que ficam, agora, sem opção e aponta o dedo à autarquia portuense.
“Deveria ter já preparado salas para que as pessoas pudessem sair daqui e ir para outro lugar sem ficarem de mãos a abanar”, defende. “Nem toda a gente tem sítio para guardar o material”, lembra.
A Guilherme Barros, pintor e escritor, é o silêncio que, nos últimos dias, mais lhe tem custado.
- Noticiário das 23h
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