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Doze ​urgências vão estar encerradas este domingo

07 jul, 2024 - 00:10 • Fátima Casanova , com redação

Segundo dados do portal do Serviço Nacional de Saúde, os serviços de urgência pediátrica, de obstetrícia e ginecologia são as mais afetadas.

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Há 12 serviços de urgências que vão estar encerrados neste domingo, 7 de julho, naquele que é o dia mais complicado até sexta-feira.

Segundo dados do portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS), a urgência pediátrica é a mais afetada.

Chaves, Leiria, Setúbal, Loures, Torres Novas e Torres Vedras vão estar de portas fechadas no domingo.

Também há urgências de obstetrícia e ginecologia que vão estar encerradas, entre elas a do Hospital Garcia de Orta, em Almada.

O Ministério da Saúde recomenda aos utentes que contactem a Linha SNS 2024 (808 24 24 24) antes de se dirigirem a um serviço de urgência.

Lista das urgências encerradas no domingo:

  • Hospital de Chaves (urgência pediátrica)
  • Hospital de Santo André, em Leiria (urgência de obstetrícia e ginecologia + urgência pediátrica)
  • Hospital São Bernardo, em Setúbal (urgência pediátrica)
  • Hospital Garcia de Orta, em Almada (urgência de obstetrícia e ginecologia)
  • Hospital Beatriz Ângelo, em Loures (urgência de obstetrícia e ginecologia + urgência pediátrica)
  • Hospital Santa Maria, em Lisboa (urgência de obstetrícia)
  • Hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro (urgência de obstetrícia e ginecologia)
  • Hospital de Abrantes (urgência de obstetrícia e ginecologia)
  • Hospital de Torres Novas (urgência pediátrica)
  • Hospital de Torres Vedras (urgência pediátrica)

Não há plano "capaz de sustentar o que está a acontecer no SNS"

O bastonário da Ordem dos Médicos alertou este sábado que a greve dos médicos, convocada pela FNAM, pode vir a acentuar os constrangimentos sentidos nos hospitais e mostra-se preocupado com a situação no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Sobre os constrangimentos nas urgências – que se voltam a sentir em força este fim de semana –, Carlos Cortes lamenta que os “sucessivos governos sejam sempre apanhados de surpresa com o verão e o inverno”.

“Não há nenhum plano que seja capaz de sustentar aquilo que está a acontecer no SNS. O que o país precisa não são planos – são intervenções, precisamente para que o SNS seja mais atrativo e que tenha os médicos que necessita e que neste momento não tem”, defendeu o bastonário no final da cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos sociais da Ordem dos Médicos Dentistas, na Fundação Champalimaud, em Lisboa.

A ministra da Saúde também esteve na iniciativa. Ana Paula Martins reforça que “há sempre margem” para negociar com os médicos, depois de a FNAM ter convocado uma greve nacional para 23 e 24 de julho.

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