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Reformados da Segurança Social recebem pensão com bónus e acerto do IRS esta terça-feira

08 out, 2024 - 07:24 • Lusa

No total, há 2,1 milhões de pensionistas da Segurança Social que recebem este bónus.

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Os pensionistas da Segurança Social recebem esta terça-feira a pensão de outubro com acerto do IRS às novas tabelas de retenção, sendo que cerca de 2,1 milhões vão também receber o bónus extraordinário de entre 200 a 100 euros.

Este vai ser um mês atípico para todos os pensionistas da Segurança Social que, excecionalmente, verão o valor líquido da pensão que habitualmente recebem aumentar, por via daqueles dois efeitos.

No caso do acerto das tabelas de retenção na fonte, a medida abrangerá todos os pensionistas, independentemente do valor da sua reforma, sendo que, para muitos, não haverá lugar a qualquer pagamento de IRS este mês.

Esta retenção de zero euros ou de valor mais baixo do que o habitual resulta das novas tabelas que foram desenhadas de forma a acomodar as alterações ao IRS aprovadas pelo parlamento (como descida de taxas, atualização do mínimo de existência ou da dedução específica) e, ao mesmo tempo, compensar o imposto que foi retido a mais desde o início do ano.

Para tal, o despacho com as novas tabelas contempla duas tipologias de taxas de retenção: uma com taxas mais reduzidas (e até de 0%), para aplicação nos meses de setembro e outubro e que visa compensar o imposto retido em excesso entre janeiro e agosto, quando não tinham ainda sido publicadas as alterações ao imposto, e outra para ser aplicada de novembro em diante.

No caso das pensões, porém, e pelo facto de estas já estarem processadas quando as novas tabelas foram publicadas, impediu que este acerto da retenção na fonte e respetiva compensação fosse aplicado sem setembro.

Desta forma, e como referiu então à Lusa fonte oficial do Ministério do Trabalho, "às pensões de outubro serão aplicadas as novas tabelas [previstas para os meses de setembro e outubro]", salientando que "as retificações resultantes da não aplicação da nova tabela nas pensões de setembro serão efetuadas até ao mês de dezembro, inclusive".

A este efeito devido ao acerto da retenção na fonte irá somar-se o suplemento extraordinário que é pago este mês aos pensionistas em função do valor bruto das suas pensões, sendo de 200 euros para quem tem uma pensão de 509,26 euros; de 150 euros para os que têm reformas entre 509,26 euros e 1.018,52 e de 100 euros para os que recebem entre 1.1018,52 euros e 1.527,78 euros.

No total, há 2,1 milhões de pensionistas da Segurança Social que recebem este bónus.

No dia 18 de outubro será a vez de os reformados da CGA sentirem o efeito deste duplo efeito da retenção na fonte e do pagamento do bónus.

De referir que tanto para a Segurança Social como para a CGA, em novembro e dezembro, serão aplicadas as novas tabelas de retenção na fonte que contemplam taxas mais reduzidas do que vigoraram nos primeiros oito meses do ano.

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  • Anastácio Lopes
    08 out, 2024 Lisboa 09:44
    Que pura ilusão estas formas fictícias de reduzir ou anular as pobreza e miséria no país. è disto que os políticos gostam políticos gostam e precisam para fingirem que estão a fazer algo esquecendo-se ou querendo dar a entender que estas medidas apenas servem para entreterem os portugueses e nunca para reduzir ou anular as pobreza e miséria que se acentuam neste país, ano após ano, precisamente, porque estes mesmos políticos, em vez de darem aumentos maiores a quem menos ganha e menores a quem mais ganha, mantêm a imposição de aumentos na base da percentagem, os quais de equidade nunca nada tiveram, o que contrasta com estas medidas avulsas que apenas existem quando o rei faz anos, com a particularidade de o rei apenas fazer anos no dia 29 de fevereiro. Por assim ser e não o dever ser, pergunto a todos e cada um dos políticos para quando o empenho, a vontade e a sabedoria de algo fazerem para reduzirem ou anularem as pobrezas e misérias reinantes neste país? Basta durante alguns anos darem aumentos maiores a quem menos ganha e menores a quem mais ganha, sendo por isso a despesa do Estado com tais supostos aumentos sensivelmente a mesma. Párem de alimentar as mesmas pobreza e miséria com estas medidas avulsas quando ao mesmo tempo impões a que menos ganha, anualmente, aumentos de migalhas em consequência dos aumentos na base da percentagem que são a razão principal destas pobreza e miséria que alastram há décadas.

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