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Medidas de apoio aos media

Sindicato dos jornalistas preocupado com programa de rescisões na RTP

08 out, 2024 - 19:30 • Jaime Dantas

Em sentido contrário, o presidente do sindicato elogia o incentivo à contratação de novos jornalistas anunciado pelo Governo, apesar de admitir que a medida pode causar desigualdades.

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O Sindicato dos Jornalistas está preocupado com o programa de rescisões anunciado pelo Governo para o canal público, como uma medida de eficiência para fazer face ao fim da publicidade na RTP.

À Renascença, o presidente do sindicato, Luís Simões, considera que "não é um bom princípio" rentabilizar a empresa com "uma velha solução, que são as rescisões". E acrescenta: "Ao mesmo tempo que se anuncia que acaba a publicidade na RTP, rescinde-se com profissionais em nome da defesa do serviço público. Não me parece possível."

O sindicalista diz que para que a RTP se possa aproximar dos padrões de outras televisões públicas, como a BBC — uma das cadeias públicas que o ministro dos Assuntos Parlamentares sublinhou não ter publicidade durante a sessão de apresentação das medidas — "é preciso garantir que a RTP tem condições de prestar e de continuar o serviço público que têm feito".

Em sentido contrário, elogia o incentivo à contratação de novos jornalistas. O apoio é requerido através de uma candidatura, que deve cumprir dois requisitos: a assinatura de um contrato sem termo, com uma remuneração mínima de 1.120 euros, o valor correspondente ao nível 6 do Quadro Nacional de Qualificações.

O contrato coletivo dos jornalistas em vigor prevê que esse valor só seja atingido após 13 anos de carreira. Luís Simões não tem dúvidas que esta medida é uma boa novidade para os jovens jornalistas mas, questionado pela Renascença, admite que podem existir situações de desigualdade entre jornalistas com diferentes tempos de profissão.

"Levanta-se uma questão de desigualdade sim, temos é que fazer um esforço de equilíbrio interno. Isso até tem mais a ver com as empresas do que propriamente com o sindicato, subindo aqueles escalões intermédios e não permitindo que quem entra hoje ganhe mais do que quem está há dez anos", propõe.

Luís Simões elogia ainda as restantes medidas, como a comparticipação da compra de assinaturas por jovens do ensino secundário, que diz ser um "bom princípio", mas assume que "ficaram aquém do que podia ter sido feito".

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